Havia uma chance na espera.
Milímetros definiriam o fim ou o começo.
As regras determinavam quando e com que velocidade.
Estava longe de eleger o meu destino.
Hoje, abrigo outro lugar
Ele mora em mim, eu sei onde ele está.
Mas, o meu saber de nada vale
É o desconhecido que domina meu pensamento
E a expectativa que comove a sensatez.
Sou tola ao buscar sentido no intrevêro?
Ou corajosa ao refazer histórias?
Recriar palestras e interpretar olhares?
Por alguém que próximo a mim rodeia
Mas, não o todo que me cerca.
Se não sei é uma ilusão.
De certo, é fantasia de quem persiste em imaginar soluções
Para algo que nunca esteve ali.
E se esteve,
Quantos metros se opuseram a nossa felicidade?
Quem os colocou entre nós?
Há muitas milhas de onde vivo
Tu vives a tua glória
Tu brindas tuas vitórias
Com outros, tantos outros estão mais perto.
Assim como eu, que me alegro com o que tenho a mão
E sorrio, às vezes, sem querer.
De fato, não importa agora o desencontro
Importa a espera de uma chance
Que alguns encontram sem ao menos esperar
Mas nós, não.


Hyman Wietbrock Says: março 26th, 2010 at 18:40
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