Ed. 24 - Inspiração (por Alicia)

By admin On setembro 27th, 2009 in Alicia, Poema /

Inspirar.

Expirar.

Inspirar.

Repetir.

Observar.

Aprender.

Demonstrar.

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Não basta checar uma lista de “a fazeres”

Quero entender, quero tocar.

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Como suprir tantas ações que meu impulso provoca?

Como irei, de fato, saborear a todas de forma exemplar?

Inspirar. Para todos, porém para poucos.

.

Presumo, em estudo anterior, ser o instinto o guia fiel

Preciso sentir. Fluir.

Mas devo conciliar.

.

Equilibrar é o maior desafio de todos.

Sem dominar este não conseguimos dar um passo à frente.

.

Então, pondero

Na tentativa de explicar:

.

Existe o que eu tenho, existe o que eu sou.

Existe também o que pensam que tenho

E o que deduzem que eu sou.

.

O começo e, então, algo mais.

Depois o fim.

.

Nada acaba antes de fazer sentido.

O sentido são poucos que entendem.

.

Nenhum homem morre em vão

Muito menos nasce sem propósito.

.

Há sempre algo diferente.

Há sempre algo esperando para acontecer.

Há sempre algo que vale a pena.

.

Talvez, estas fossem descrições suficientes

Porém, nunca serão.

.

As pessoas têm tal tendência:

Na tentativa de explicar, elas simplificam.

.

Preciso, então, voltar a aprender

A complexidade constante

E esplendorosa

Sem a audácia de explicá-la novamente.

Ed. 24 - Lugar Incomum (por Kaká)

By admin On setembro 24th, 2009 in Crônica, Kaká /

Fui num evento massa essa semana. O evento era bom, mas eu não conhecia ninguém. Mas, desconfio que ninguém fazia questão de me conhecer, sabe? Seilavive, né?! KKkkk!

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Eu sou muito brincalhona, mas aquela era uma exposição de quadros beneficente. Danou-se! Eu não poderia estar mais fora do meu habitat!

Circulei, circulei… até ficar tonta. Não achei nem a pessoa que me convidou. Na verdade, não tinha tanta intimidade com essa também. É que eu tô tentando dar um upgrade nas minhas relações, mas acho que dei um passo maior que a perna, cai de bunda pra cima e agora esse povo chique e beneficente tá se rindo nas minhas costas. hihihi

Mas, tudo bem, porque eu também estava me divertindo com a cara deles. Seguem as seguintes considerações:

Eu acho que o rico vê a estética de uma outra forma. São exagerados em tudo. A mulher não tem boca, tem bico de tanto botox. Não tem seio, tem teta de tanto silicone. Quanto mais deformado, melhor. A tirintintoza pode ser boa ali, mas lá na nossa neibohood, causaria estranhamento, visse.

Imagino as civilizações futuras analisando nossos corpos descavados…

- Essa daqui, com essa bolsa de plástico era uma das boas! O tamanho da bolsa media o poder.

Sabrina Bong-Bong será considerada figura ilustre. Finalmente! Kkk!

As roupas, avalie só, são muito amostradas. Olhe que eu tô acostumada com cores fortes e balangandãs. Mas nem minha tia Onofrea bate aquela peruada.

Os negocios que divertem o rico também são diferentes dos nossos. Primeiro, porque eles se abrem pra qualquer coisa. Ta certo! Porque não ririam, não é verdade?! Também queria ter a leveza de espírito de ter 30 milhões na minha conta corrente. hehe

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Segundo, as piadas são sempre antigas e de mau gosto. Acho que demora um tempo até chegar a eles, já que quem faz piada é povão. Ricos não dominam a arte, por isso quando escolhe as piadas que vai contar são sempre as mais cabeludas. É de rápido impacto. O único rico engraçado no mundo é o Silvio Santos. Mas, ele era pobre. hihi

As ações solidárias também são muito diferentes. A gente faz mutirão. Lá uma senhora bicuda comprou um quadro de um macaco. O macaco conseguia ser mais feio do que ela. Daí ela vai sentir que já fez sua parte. Tudo bem, porque o macaco era muito feio mesmo. Ta certo!

Essa mania de rico, de resolver tudo com dinheiro! Que negocio ridículo! Só resolve 98% dos problemas, sabe?

Rico conversa diferente. Eles são contidos. Suas risadas são contidas, seus gestos marcados. Os assuntos são sempre tãaoooo desinteressantes. Ou é trabalho, ou a condição dos povos afegãos, ou é a nova coleção da Daslu… vai nesse nível. Ninguém conhece sucessos que nem “Me da o meu chip, Pedro”. Pude conferir isso depois de piadas mal sucedidas. Como eles podem ser tão desatualizados?!? Genteee, updatee!!

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Mas, o rico só fica falador quando já tá manguaçado. Aliás, bêbado é uma merda. Mas, bêbado rico é muuita merda! Porque, o que é que acontece quando alguém bebe?! Se acha o maioral. Ou seja, um rico bêbado sempre será o máximo oposto da humildade. hahah

A comida de rico é uma merda! È pouca, e a pouca que tem é nojenta! Verdadeiro teste de resistência. Isso é porque rico é tão prático que só pede comida que não precisa (e não deve, eca!) ser mastigada. Seriam campeões de No Limite, se permitisse levar pelo menos um mordomo… of course!!

Rico nunca carece de SE apresentar. Ele já é conhecido, porque é um mundo pequeno, e quando vem de outro país, aí o abestalhado é apresentado. Com nome, sobrenome e brasão.

Então foi nessa, mais que em todas as demais, que eu fiquei fora do clubinho! Êeee…

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Agora, o fato é que nos não somos tão diferentes assim. O problema não é ser pobre, e sim agir como pobre. De que adianta usar Versace se quando o garçom avisa do coquetel de camarão aquele bando de pobre enrustido se engruvinha numa fila tipo INSS?! Aff…

Rapaz, as horas ali não passavam! Como eu posso explicar… Tu já sentiu a sensação de estar em uma sala onde não tinha espaço pra ti?

Não, não era uma sala com todas as cadeiras ocupadas. Nem tinha cadeiras, porque era um espaço comunitário, e a última coisa que eu me sentia era comum, né?

“Isso é ótimo! Ninguém quer se sentir ordinário!”, eu falava pra mim mesma, seguindo o passo 327 que a “life coach” ditou. Tentando me animar, sabe?!

Minha life coach não é uma profissional. Apenas uma amiga fina que gosta de dar conselhos. Que pra mim é a mesma bosta! hehheh

Mas, tudo bem. Porque esses momentos me fazem pensar… “Realmente, tu tem coragem, garota! Quantas pessoas arranjam desculpas pra não enfrentar o que está enfrentando agora…” Muitas, eu calculo. Daí depois de calcular, decidi que são incalculáveis. Essas desculpas variam das mais amadoras do tipo, “Ah, não. HOJE eu queria ficar em casa.”, até a previamente elaborada e arriscada “Meu namorado não quis ir”. Acredita?

OK, naquela festa, a minha própria “life coach” me deu um bolo. Disse que houve um imprevisto inadiável, mas mesmo assim deveria seguir os passos delas. Eu até seguiria, no atual desespero, mas não sei onde aquela vaca se meteu. Kkkk

Chegou uma hora que não tinha mais graça. Tipo, comecei o chororo: “Eu queria ir embora, mas não queria ir. De jeito maneira posso mostrar que não me sinto confortável, mas isso vai acabar acontecendo se insistir em ficar”.

Porque, afinal, tudo é timing. Precisava sentir a hora de abandonar o recinto, com luxo, graça e leveza. Com sorte, as coisas continuariam do jeito que estavam e ninguém iria reparar que eu estive ali. hehehe

Então como nada mudava, já que estava mesmo diante de um bando de siliconada, resolvi dar uma de despeitada que eu realmente era: “Não conheço ninguém aqui e não queria mesmo que ninguém viesse falar comigo, me alugasse sobre assuntos que não sei e me fizesse sentir idiota”. Mas, mesmo assim, achei falta de educação ninguém até aquela hora ter indo se apresentar. Humf…

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Se houvessem cadeiras… e Senhor, porque não havia cadeiras?! O salto tava me matando!… eu seria a coitada da cadeira do castigo, no cantinho da sala, com chapéu idiota na cabeça. O sina… hahah

Ciente das leseiras que estava pensando, resolvi uma hora lá tomar uma atitude.

“Sou uma adulta, pelo amor… Vou lá agora e falar o que eu penso. Opa! Lá não, eles estão falando sobre política. E agora?! Alguém pode falar de algo que eu entenda?! Fica mal puxar papo com o garçom?!”. Daí como não fui bem sucedida, joguei um foda-se no ar, arranquei a sandália e fui embora. Êita!

No meio do caminho lembrei que era sábado, então o churrasco ainda tava rolando lá em casa. Que felicidade, visse!!

Não adianta! Que nem diria a minha avó: “O pobre sai da favela, mas a favela não sai do pobre”.

Nem ligo de estar lisa. Quando o churrascão começou, dancei na laje até cair. Kkkk!

Ed. 23 - Estrada (por Alicia)

By admin On setembro 20th, 2009 in Alicia, Poema /

Sejas tu, longa Estrada,

Que me divertes com carinho.

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Fazes-me andar por entre e fora

Longe e perto, ou logo ali.

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Correndo forte contra o vento

Mesmo parada e relutante.

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E quando consigo o movimento

És tu que ditas a direção

E trazes a brisa que me acalanta.

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Eu persisto em tuas trilhas

Fielmente sigo em tuas coordenadas.

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Porque só tu sabes

Onde estão meu pensamento e desejo

Qual foi minha partida e em que ponto se encontra meio destino?

Em meio às encruzilhadas, como não me perder de mim?

E ainda não me perder de ti?

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Mas, os caminhos não deixo de contemplar

Reconheço sua verdade e suas belezas

Preciso de tais para chegar ao fim da viagem.

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De fato, dos percursos mais difíceis provém as melhores vistas

E cada um segue os seus

Respeitando limites e fronteiras.

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Sem esquecer que, mesmo que a caminhada não seja solitária

Ela é pessoal e intransferível.

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Confio em tuas mãos, linhas e horizontes

Mas, sei que a jornada é minha

E recai em mim a responsabilidade dos caminhos que tomo

Na coragem e determinação.

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Assim, sinto aqui o leve zéfiro de um momento só meu.

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Por mais perto ou mais longe possível

Presente em mim para sempre: Eu.

Ed. 23 - Diga-me com quem andas… …….. (por Kaká)

By admin On setembro 17th, 2009 in Crônica, Kaká /

Cara, às vezes eu tenho certeza que eu sou, tipo, um pára-raio de maluco. Foi assim minha vida inteira, gente. Sempre tive pessoas meio tronchas como amigos, visse. Hehehe

Quando eu era pequena eu tinha um amigo chamado Dudu, muito gente boa. Mas ele tinha um amigo chamado Fabio, que era imaginário. O Fabio não gostava de mim.

Era uma conversa de maluco, porque às vezes a gente tava conversando e o Fabio interrompia. Eles discutiam, era muito estranho. WTF!

Até que um dia o Dudu falou que não podia mais ser meu amigo, porque o Fabio não queria mais andar comigo. Eu falei:

- Mas, porque?! O que é que eu fiz!?!.

Ele disse: - Não sei. Pergunta pra ele.

Ta certo, aí era nó cego. Mas o Dudu contou pra mim esse negócio, porque ele era meu amigo. Só me pediu pra não contar pro Fabio, pra ele não ficar chateado. Nossa amizade não deu certo porque ele não conseguia tirar o Fabio da cabeça. Kkkkk

Pois é, depois, lógico, mudei de grupinho amigacional. Agora, eu vou dizer, amigo de infância é foda.

Os mais without a notion, mais cabulosos, mais empata foda.

Porque, avalia, é bem naquela fase que tu não tem critérios, né?! Tu não sabe da importância de selecionar bem aquele mala. Tu é criança e vai fazendo amizade com qualquer um, sabe. Hahahha, que evil!!

O amigo de infância acha que te conhece melhor do que ninguém, por isso ele é folgado mesmo. Acha que só porque sabe seus podres pode te ligar a cobrar. Sabe como é, né?

Pode mangar sobre todos os momentos mais embaraçosos da sua vida, bem aqueles que você não quer que ninguém saiba.

Isso porque? Porque criou aquela intimidade, né gente?! Intimidade é uma merda. Só gera filho e falta de respeito. Kkkkkk

Daí mesmo que você tente sumir dos amigos de infância é complicado, porque ele conhece sua família. Sua mãe viu crescer… alguém sempre vai passar seu telefone novo e endereço pro cara.

Não adianta! Assim como não existe ex-sogra, não existe ex-amigo de infância. Hihihi

Os meus amigos de infância são meio nômades, sabe? Então, tipo, toda vez que eles vem visitar ficam hospedados na minha casa. É uma loucura, porque é pequeno o lugar.

(Aliás, obrigada por continuar acessando essa página!!) De jeito maneira cabe lá isso tudo!

Tipo, eles são doidos e incrivelmente comunistas quando vem pra cá. O banheiro vira comunitário, a comida também, a roupa também. Mas, são irmãos né?! Ta certo! É priceless!

Os amigos daqui de São Paulo não ficam atrás nas maluquices, não. Esses dias uma amiga minha falou uma muito boa. Ela chegou pra mim e falou:

- Cara, tipo, eu falo muito sozinha… A não ser quando estou acompanhada.

Kkkkkkkkk! Aham…

Você vê que eu tenho uma tendência pra amigos esquizofrênicos.

Mas o pior não foi a merda que ela falou. O pior é ela tentando explicar. A pessoa tentou explicar, fudeu.

Nem dá pra tu “keep the friendship” e fingir que não ouviu, porque a bicha fica lá, remoendo…

Aí ela começou: - Não, porque é possível você falar sozinha, mesmo com pessoas ao seu lado.

Bichinha, aí eu tive que perder a amizade! Falei: - Como assim?! Você fica falando e ignorando a pessoa?! Tipo, ela tá do seu lado! Mesmo que ela não quisesse ouvir, ela é obrigada.

Avalie só! Agora toda vez que eu saio com ela, e ela começa a falar, eu pergunto: É comigo?, porque faço questão de não interromper a talvez conversa íntima. Tudo bem, acho que me alterei por causa da história do Fabio. Hahah

Essa mesma amiga, a faladeira, a gente tava indo pra uma festa e ela começou a falar (sozinha) no carro: Placa, placa, placa.

Bicho, quando você está de carona com o motorista que começa a falar placa, placa, placa…, é que danou-se. Você não só está perdida, como não tem placa e o abestalhado no controle tá desesperado. Sabe que fudeu ao cubo, né?!! hahah

Sempre acontece alguma merdinha quando eu saio com essa amiga porque nós duas temos aptidão de atrapalhamento, visse! Rs!

Tem também uma figura que apareceu na minha vida. É, na verdade, um amigo herdado.

O Steve era melhor amigo do meu ex-namorado. Então, passávamos todos muito tempo juntos e criamos uma amizade também.

Quando eu e meu ex terminamos, calhou de ser ao mesmo tempo em que esse ex se mudou pra outra cidade. Aí o Steve ficou aqui, órfão. Na partilha dos bens, eu adotei o Steve.

Principalmente porque ele é o tipo de pessoa que não pode ser deixada sozinha.

Steve é um bêbado, xexeiro e sem noção. Uma criança respondona e dependente. Só faz besteira, só fala besteira e que nem bichinho bem treinado, não adianta dar perdido, porque ele sempre acha o caminho de volta pra casa. Quando tu menos espera ele aparece dormindo no seu tapete. Às vezes, literaly. kkk

A cabeça do Steve funciona que nem a cabeça de uma criança, sabe. Outro dia ele falou uma: Eu tava limpando a sala e ele viu uns CDs lá. Ele virou pra mim e falou: - Nossa, mas você deve gostar muito desse CD mesmo!!

Daí eu retruquei: - Porque?

Então, ele falou com um sorrisão: - Você já ouviu tanto que ele tá até com um buraco no meio!

Kkkkkkk!! Acredita?! Merece cocorete ou não?!

Dgisus! Give me a time! É complicado aturar esse rapaz! Uma vez, eu estava voltando de uma festa e o Steve estava bêbado no banco de trás. Normal. Mas, não sei porque todo bêbado adora cantar. Sim, o Steve adora cantar.

Nesse dia, ele cantou uma música assim (ao ritmo da música da galinha Marilú):

“Eu tinha

Um amigo

Que se chamava Steve

Espera

Esse é meu nome

(pausa de 3 segundos)

Eu sou o meu amigo!”

Hahahhahhaa! A gente começou a se abrir que não aguentava! Muita lesera!

Aliás, amigo bêbado é dor de cabeça, né?! Dá trabalho sempre! Te bota em briga que tu não tem nada a ver, pay the monkey, vomita no teu carro novo… Ou você fica com aquela cara de bunda, perdendo a festa pra segurar o cabelo da outra no banheiro, sentindo aquele cheiro nojento! Ta certo! Cu de bêbado não tem dono, mas o meu tem. Ele é desses amigo bêbado que só me fode. Hahaha, q sadness!

Só tem um negócio legal em amigo bêbado. Aquele que fica mais engraçado. Tem bêbado que fica chato, tem bêbado que fica briguento, mas tem uns que ficam hilariantes.

Eu tenho um grupo de amigos bêbados engraçados aqui e acho que todo mundo devia ter o seu. Vou citar pra vocês as conclusões quase aristotélicas que a gente já chegou em uma noite de manguaça:

Que o pingüim é a única ave mamífera do mundo.

Que pen drive é uma caneta que dirige.

Que a minha escolástica é a minha fodástica.

Que quando você divide 2 por 2 dá um

E que isso é exatamente a metade

De dois

Que o pingo é molhado porque a água gelada desce de cima pra baixo

E finalmente, que se hoje é o ontem de amanhã, o amanhã de ontem é hoje

Pense a respeito quando estiver bêbado e isso fará muito mais sentido, ok? Kkk

Sem mais, deixo um afago pra todos os meus queridos e inspiradores amigos, que tanto enriquecem meu repertório!! Sexta-feira estamos aí!! Xero! Kisses in the backs!

Ed. 22 - Individual (por Adriano)

By admin On setembro 13th, 2009 in Adriano, Poema /

Suprir necessidades é a que se resume minha vida. Não tenho intenção alguma de suprir as de alguém. Estou aprendendo a solidão de cada dia. Essa verdade do vazio inevitável. Que todos nós fingimos dominar, por um tempo. Ao menos na leviandade do prazer fugaz.

Esse gozo mentiroso que faz sentir amor. Mas é nossa sina ter apenas a si.

Quanto mais me afasto percebo que sou único. O único que vive estrangeiro, forasteiro do mundo. Isolado de tudo aquilo que importa fora de mim…

Sou individual agora, sou moderno.

Porque não dizer, mestre da auto satisfação.

Não há porque se envolver. Não lhe devo honra/moral. Não tenho nada contra, desde que mantenha distância. Não interfira e não lhe dou minha opinião.
Falo como se fosse possível. Como se permitisse sua interferência. Como se alguém ouvisse minha opinião…

Essa é nossa lei. A lei do “mais tarde, depois eu faço”.

Como se fosse possível evitar a angústia de não existir para o resto. De não tocar em mim um calor sincero. Como se fosse possível alguém ser tão insensível. Como se fosse possível ficar longe da humanidade. E da humanidade que vive em mim.

Ed. 22 - Nomes estranhos (por Kaká)

By admin On setembro 10th, 2009 in Crônica, Kaká /

Se tem uma história que me incomoda é essa de nomes estranhos, rapaz. Tipo, se existe uma hora ruim pra alguém tentar ser engraçado é na hora que escolhe o nome do filho! O bichinho leva a pulso esse nome pela vida.

Tem gente que não percebe a gravidade da situação, é muito sério, visse? Watch!

Tão sério que tem até um livrinho de significados dos nomes, vocês já viram?

Só negócios bons, interessantes. Sei lá, “luz divina”, ou “guardião do sol”… ?!?!? Que é que isso realmente significa? Nome de Igreja ou de quiosque?! Kkkk!

Agora eu queria que viesse também os “efeitos colaterais” de cada nome! Sim, porque, de repente, você bota um nome no seu filho que tá lá: Divertido, engraçado. Mas, se tivesse lá nas colateralizações escrito: Porém, possui tendência a vagabundagem. Aí você ia falar:

- Porra, filho humorista não! Vou escolher outro.

Ronaldo significa: o que governa misteriosamente… O colateral dele é: pela Av. Atlântica.

Tá vendo o que poderia ter sido evitado, né?! Kkkk!

Mas, pior do que livrinho de nomes é quando os pais tentam inventar o nome.

A criança tem que dar a sorte de não ter pai criativo. Porque pegar pais over the edge é problema. É aí que nascem Wildsclays, esses negócios. Sim, porque pobre é assim. Economiza em tudo, mas em nome ele ESBANJA, sabe?

– Pode por aí! Stephanyany, com um ph e 2 ipisilone.. Acredita? Ai, caralho! Tinha que começar a cobrar pela porra do “ipsilone”! Aí os pobres amostrados param!

Ta certo!

Pais que lêem, então?! Aí quer que o bichinho tenha o nome do seu personagem preferido. Gente, pára! Avalie só! Se a personagem se acha Elizabeth, ok. Agora, se ele se chama Maximilliam, não ok. Por mais que você ame o personagem, quem você ama mais? Pronto, flo hehehe

Tem aqueles que falam que leram o nome do filho em algum lugar, aí você pergunta:

- Qual o nome do seu filho?. Ele fala: -Arno. (Stop, peloamorrr!!) É realmente de uma criatividade sem igual, mas não pára por aí!

E quando junta o nome dos pais, tipo a mãe é Cledir e o pai Wilson, o filho é Cledinilson. Entendeu? Porque juntou né…Cara, é mangar demaiss! Esses são de verdadeiros artistas. Sertanejos. Ta certo.

O pior momento é quando pedem pra soletrar! Quando tem que soletrar é do cacete! Quem tem nome estranho aqui sabe do que eu tô falando. Você tá tão acostumado que mal você fala o seu nome e já começa a soletrar, automático. – Ariadhini. A-R-I… Olha o trauma! hahaa

Se não, você se sente um idiota falando mandarim pra uma pessoa que normalmente é surda e debochada. Na ultima fase do Soletrando.

E depois de tudo, chegam varias cartas na sua casa “Para o Senhor Ari”. Vixe!What the fu..

Por isso, antes de sacanear alguém por causa do nome, pense em duas coisas. A primeira, não é legal sacanear uma pessoa por algo que ela é vítima. Na próxima, sacaneie a prime sacana da mãe. Hehehe

A segunda, por mais criativo que você seja, a pessoa já ouviu essa piada antes. Não tenta ser engraçadão que você não vai conseguir, entende?! Ela já teve uma vida inteeeeira pra ouvir todos esses desaforos que você, em segundos, não vai conseguir superar! Então, em todos esses anos, todo “Mário” já ouviu “Que Mário?”, todo “Espírito Santo” já ouviu “Amém”, todo “Bráulio” já ouviu “Pessoal, deixa o Bráulio passar!”… Todo mundo já ouviu, camarada! Deixa a pessoa em paz, visse!!

É verdade, pra quem tá de fora, é engraçado.

Muito fácil pra você, pessoa de nome comum, que, às vezes, se pergunta: Por que alguém escolheria um nome desse pra uma criança?

Avalie só: São pessoas without a notion alguma, normalmente persistem no erro, porque é uma homenagem. Não ao filho, obviamente, que vai ser encarnado no colégio, mas a outra pessoa, que provavelmente já morreu e se livrou desse fardo. Ta certo!

A maioria dos nomes estranhos continuam por causa de um avô, ou bisavô, etc…

- Por que Doridovaldo? - Ah, porque eu tinha um avô…, aí a pessoa começa a explicar. O pior negocio que tem é quando você tem que ficar explicando seu nome, né?!

Que nem no meu caso, virei Kaka. Pra uma pessoa achar que o apelido de “caca” é melhor que o nome é porque o negócio tá ruim mesmo! hahahha

Pois é, meu nome é Katinca, que logo virou Catinga, no colégio. Criança é um bichinho muito do cruel, vou te falar! Ninguém queria saber da minha explicação pro meu nome. Que herdei esse presente de grego de minha tia-avó que, na verdade, é referente a minha afro-descendência. Good of the holy mercy!

O problema é que vira um círculo vicioso. Eu vou homenagear meu avô, daqui a 30 anos, outro usa a mesma desculpa… assim essas merdas de nomes não vão acabar nunca! Vai sempre voltar pra pessoa de menos sorte. Se fudeu! Isso é uma injustiça e carece acabar minha gente! Kkkkk!

Imagina como vai ser uma pessoa que nasce com o nome de Ornitorrinco? O que é que ela vai ser quando crescer!? Além de bicuda… Você acha que vai ser coisa boa? O que é que pode sair de positivo de uma pessoa traumatizada e sacaneada? De jeito maneira. Mas talvez, ele até se sinta na obrigação de ser uma pessoa bem da safada, porque aí ninguém sentirá vontade de homenageá-lo. Daí seu nome não vai ser passado adiante. Isso sim é prestação de serviço! Hehhehe!

Ed. 21 - Plastificação (por Manô)

By admin On setembro 6th, 2009 in Crônica, Manô /

Uma pessoa que fala que precisa de uma cirurgia plástica por questão de auto-estima, tirando logicamente as reparadoras, não precisa de plástica. Precisa de terapia para aprender a respeitar e gostar de suas diferenças. Aceitar quem é, tá ligado!?

Tem que ser muito displicente para concordar em meter a faca em uma menina dessas! Genteee, só eu vejo o absurdo disso!?! Essas pessoas não deveriam ser orientadas?

Que caralho de banalização!! Cirurgias trazem risco de morte. A plástica não foi inventada para lhe deixar na moda, sua tonta!! Não é a vaidade que está em julgamento, mas os limites dela.

Não é muito extremo tomar uma anestesia geral, só pra tirar uma gordurinha ou arrebitar uma bunda? Se isso tudo é tão necessário pra deixá-la (o) feliz consigo mesma (o), sério, seu problema não é a bunda.

Defeito todo mundo tem, fodam-se todos! Para de chorar, porque não são eles que definem a pessoa! O que a define é a sua capacidade de lidar com eles. Se supera, meu! Ninguém é obrigado.

Não me admira que estas sempre se dêem ao luxo de voltar às salas de cirurgia. O que elas querem modificar é muito mais profundo do que qualquer lugar em que esse bisturi possa chegar.

Tem muito mais a ver com as pessoas aceitarem ou não a puta enxurrada de imagens sugestivas, comentários escrotos e anúncios elaborados. Ter a pré-disposição a aderir a algo estipulado por outros com o intuito de se enquadrar. Ou aceitar, com felicidade, quem é.

Aceitar-se sempre foi batalha difícil. Deixar-se levar pela expectativa de um padrão de felicidade, beleza e graça, é foda! Essa porra de Cinderela que nos enfiaram goela abaixo!! É ter muito medo de se conhecer de verdade! Medo de não ser a princesa, apenas uma mulher. Bunduda, cadeiruda, sem peito (vulgo brasileira), sim, e daí? Sou menos mulher? Não, com certeza, não.

Desculpa, mas quem se enquadra no padrão acaba ridiculamente igual. Perde a identidade. Perde a voz. Perde a capacidade de pensar sozinho. Não se destaca. Sendo que desafiar padrões é um de nossos deveres evolutivos, porra. É através disso que sobrevivemos!

Muito errado seguir esse padrão porque FALARAM (alguém em algum lugar em um tempo que eu desconheço) que é bonito assim. Por isso, é importante, antes de ir pro corte, se perguntar por que, pra que e pra quem eu faço isso? Contestação, caralho!!

É verdade, a sociedade funciona assim. Por um lado, julga pela aparência as pessoas e sua índole. A aparência pode até comunicar ao outro algo sobre sua personalidade. E algumas comunicam bem mais do que eu gostaria de saber, aliás. Mas, muitas pessoas ou não sabem o que querem, ou não sabem comunicar o que são. E acabam perdidas. Seguindo cegamente uma postura sugerida.

São as contradições que encontramos todos os dias. Tipo, pessoas que aparentam uma coisa e são outra. E nós temos uma tendência fudida de enquadrar os outros em estereótipos.

Afinal, quem tem tempo de conhecer as pessoas!? É mais fácil viver de pressupostos!

Por outro lado, o jogo feito para atiçar nosso medo em sermos solitários impõe algumas regras. Onde ser aceito é mais importante que ser verdadeiro.

Grupos, líderes, padrões, todas causas mentirosas e hipócritas!! Feitas para controlar, isolar e expor aqueles que conhecem seu direito de liberdade. Seu direito de ser único. E lhes tirar a certeza da felicidade em ser apenas e simplesmente uma pessoa.

A luta é feroz! Estas influências chegam cada vez mais fortes! Tentando nos humilhar. Tentando provar que só é feliz aquele que tem poder. Ou aquela que possui uma puta beleza. Tentando plastificar quem nós somos e lucrar em cima de nossos medos! Enlouquecendo uma população e a submetendo a ações drásticas e dolorosas, em promessas que não podem ser cumpridas!!

Pois, o que está à venda é uma felicidade, é uma aceitação, que sempre nos pertenceu. E o resultado visto é uma satisfação que sempre foi nossa.

Quem consegue se manter são e compreender o todo, o real e o que importa, consegue a paz.

Ed. 21 - Bagunça Ambulante (por ……… Adriano)

By admin On setembro 2nd, 2009 in Adriano, Poema /

Eu sou uma bagunça ambulante. Eu caminho na tênue linha entre o neurótico e o psicótico.     Eu sou complexo demais.          Choro menos do que deveria, calo mais do que gostaria. Sinto, mas não descartoa lição decorada. Sou bom ouvinte, mas ajudo mais a mim do que a você. Ladrão de prazer. Eu não entendo a felicidade generalizada. E, em geral, minha vida é bem ordinária.

Dizem tantas coisas… De meu histórico de deliciosas palavras calorosas e úmidas… Eu digo que não há promiscuidade no que é bem distribuído. Nem pecado no domínio da arte.

Mas, minhas condutas tabém não me definem.                 Faço coisas que não sei, no calor do momento. E depois continuo sem saber, esperando que o ímpeto justifique a idiotice do ato. Perfeitamente.                                       Eu critico a programação da tv, falo palavras difíceis… E odeio pessoas que criticam a programação da tv/falam palavras difíceis, porque, de certa forma, essas pessoas parecem ser tão pedantes. Ou carentes de atenção. Está aí uma confissão.                                                        Eu sou uma bagunça ambulante. Muitos traumas, muita dores, decepções e mal entendidos. Devedor de problemas que se acumulam na gaveta. Eu sou alguém difícil demais de explicar, quase impossível de entender. Ao menos isso não é nada que todas as outras pessoas não sejam. É um dom ser desinteressante até nos defeito.

Eu sou aquele… hipócrita ambulante, aquele que finge não querer nada. E que, na verdade, quer tudo. Sonho um dia em dominar minhas extremidades. Eu sou um perigo porque não me levo muito a sério.                                    Nem sei porque relevam o que digo… Só sei que sou uma bagunça em um quarto arrumado, o elefante branco no canto da sala.

A verdade na verdade, a mentira que escondo, a sinceridade estúpida de ser nada mais e nada além. Um cara perdido procurando o caminho de volta pra casa.