Ed. 17 - Minha sobrinha (por Kaká)

By admin On julho 29th, 2009 in Kaká /

Criança é muito comedia, né? Às vezes, eu fico impressionada com as coisas que a minha sobrinha diz. Ela é muito agilizada!

O que é que acontece com essa pivetada de hoje?! Mudaram a formula do leite Ninho e agora ele vem com 50 mil neurônio, não é possível… kkk!

Quando a minha geração era criança, a gente era mais abestalhado. Mais quieto e mais educadinho, sabe? Agora é fácil você ver alguma criança se esgoelando por aí.

É porque vem de uma cultura onde é errado bater em criança. Não se faz mais isso, isso é ignorância. Mas, pelo menos, elas só gritavam quando tinham motivo. Se falasse meio torto, já levava uma bordoada na boca, que nunca mais! Ta certo!!

Visse, eu sou de uma época em que o pai fazia a criança chorar. Hoje, é a criança que faz o pai chorar.

Eu é que me lasquei! Fiquei na geração intermediária. Nem aproveitei quando criança, e nem tenho controle quando adulta. Fazer o que… kkk

Mas, a minha sobrinha é lovely de my heart. Me divirto com ela, gente. Não tem aquela responsabilidade de mãe, sabe? Então eu posso ensinar tudo errado. Tudo o que é massa!

Ensinei a fazer cabana com os lençóis da mãe, ensinei a falar coisas com a boca cheia de farofa, a filar no colégio, a amarrar o sapato… do coleguinha na cadeira.

Ela aprendeu num pulo. A culpa não é minha, eu tentei educacionar primeiro multiplicação, mas ela não se interessou! Ta certo!

Mas, eu ensino negócios úteis também. Várias coisas. Que eu nem vou me lembrar agora.

Teve um negocio engraçado que aconteceu ontem. Ela ficou aqui na minha casa e a gente por acaso tava vendo um programa que eu produzi, by me, lá em Pernambuco, né. Aí eu quis explicar pra minha sobrinha a importância do trabalho do radialista e o que a gente faz e tals.

Porque o pessoal sonzo fabitches não se importa com os créditos. Ninguém se liga, já levanta, vai ao banheiro… Mas são os meus 5 segundos corridos de fama.

Quis mostrar isso pra ela. Então, quando começou a passar os créditos eu falei:

- Duda, sabe o que significam essas palavras passando?

Ela virou pra mim, rapidamente, e falou:

- Sei… que acabou! Dãr!

Acredita? É, não foi dessa vez que eu provei o meu valor, mas tudo bem. Kkkk!

Esse foi um caso a parte, porque normalmente nós nos entendemos muito bem. Afinal, temos praticamente a mesma idade mental.

Eu adoro conversar com minha sobrinha, e às vezes eu tento explicamentar filosoficamente algumas coisas sobre a vida. É legal, porque ela é a única pessoa que me procura pra perguntar as coisas! Avalie só! Minha escolástica é a minha fodastica, ok? Mas, sempre dá merda com a minha irmã. Meus conselhos sempre dão uns probleminhas, assim… Aí ela tem de explicar tudo certo pra bichinha quando chega em casa.

Como, teve uma vez que eu tava levando minha sobrinha pro balé, aí na rua tinham dois homens se beijando. Ela perguntou:

- Por que aqueles homens tão se beijando?

Aí, eu respondi:

- Porque tem homens que gostam de beijar homens.

Deu um tempo, pensei que tinha me safado de mais perguntas. De repente eu ouço:

- Por que?

Quando uma criança de 6 anos faz uma pergunta, a sua resposta tem que ser direta, people! Porque se der chance, ela vai perguntar “Por que?!?!?”

Aí você fica meia hora tentando explicar e vira um festival de porque, porque, porque…

Eu tentando explicar lá…

- Por que não? Né?…

Aí ela: - Mas todos os meninos gostam de beijar meninos?

Aí eu fui esclarecer:

- Não, olha só, é assim. Existem meninos que gostam de beijar meninos, meninos que gostam de beijar meninas, meninas que gostam de beijar meninas…

Pronto! Ela fez uma cara de espanto:

- Meninas que gostam de beijar meninas?!

Eu já pensei, FUDEU. Aí ela: - Eu gosto de beijar meninas?!

Caralho, minha irmã vai me matar! Já tava torando! Puta que pariu!!

Logo quis minimizar o impacto sobre a minha cara, e comecei:

- Não! Você não gosta, tá?

Aí ela: - Por que?, tipo, ela não tava entendendo nada. Eu também tava confusa, falei:

- Não sei! Não sei! Talvez você goste! Não sei, caramba.

Sabia que ia dar merda. Por causa dessas não gosto de compartilhar minha sabedoria. Kkk!

Logo recebia a ligação da minha irmã:

- Que história é essa que você tá fazendo minha filha virar lésbica?!?

Respondi: - Hang the wave! Isso é muito preconceituoso da sua parte, tá? Isso não é um negocio que você vira, isso é uma coisa que nasce com a pessoa. Então, se for o caso, provavelmente a culpa foi sua. KKKkk!

Avalie só, teve outra vez, falei com a bichinha de um documentário que tinha visto. Que eu sou cult, baby! Não sei se você sabe, mas a lua está se afastando da Terra 3,8 cm ao ano. Loucura, né?! Tipo, o afastamento da lua é catastrófico, porque é a lua que mantém a Terra no eixo.

Cara, a Terra sem eixo vai virar um mix apocalipse now de dilúvios e maremotos. Daí todo mundo vai morrer.

Aí tava contando isso pra menina. À noite, minha irmã me liga de novo:

- Ôh, sua filha da puta! (A burra se xingou também) … sua sobrinha não consegue dormir. Ela tá chorando porque o mundo vai acabar. O que é que você tem a dizer sobre isso?

Não falei nada, né. Tinha feito merda mesmo! Aí, fui eu lá, conversar com a child aquela hora. Mas, visse, eu falei, ela que não prestou atenção! “3 cm ao ano”, vai demorar! Mas ela não focou na parte dos “3 cm”, só na parte do “dilúvio”.

A culpa não foi minha, ela carece aprender a contextualizar as coisas. Ora essa… kkkk!

Que nem quando um velho troncho parou a gente no Natal pra falar pras crianças a história macabra da árvore de Natal. É verdade, um senhor parou a gente e falou que ha 3 mil anos atrás pegavam as crianças, cortavam as cabeças delas e penduravam nos pinheiros. Essa era a história. Mas, como eu ia saber que o cara motherfoca ia falar esses negócios pra menina?! Um senhor barbudo no shopping, pensei que fosse Papai Noel e deixei ela lá com as outras criancinhas… ouvindo as histórias de Natal. Não ta certo? Foi mal… kkk

Levei esporro de novo. Mas, não! Esses são casos excepcionais. Eu sou ótima com meus sobrinhos, ta legal! Tarde com a titia: Priceless!

Ela que é uma menina dos olho arregalado. Eu tô preparando ela pra vida, entendeu?

Ela vai me agradecer um dia.

Depois.

Quando crescer.

E fizer terapia.

Que a minha irmã vai me obrigar a pagar. Kkk!

Ed. 16 - Viaje comigo (por Adriano)

By admin On julho 26th, 2009 in Adriano, Poema /

Você deve entender que para mim não existe mais fuga. Não existe mais saída. E tudo que podia fazer eu fiz.

Não é do mundo que tenho medo. Não é ele que me assombra todo dia. Tenho dentro de mim tudo aquilo que preciso para cair. Mas há uma parte isso tudo. Na sujeira e na escuridão. Que me aquece e dá confiança de que ainda tenho vida para viver. Por isso preciso de você. Viaje comigo meu amor. Coloque seu calor em minhas mãos. Venha comigo agora. Deixe ser, eu preciso de você…

Céus loucos aparecem para mim. Todos os dias sem faltar um sequer. Como raios no meu rosto. Que me perturbam e não deixam ver. E tudo aquilo queeu prezo. E aqueles que mais amo. Desaparecem sem deixar rastro. Mas preciso, ao menos, acreditar que há uma chance de mudança. Toda vez que eu sinto amor, percebo mais o que eu odeio. Por isso, preciso de você. Porque não dizer. Venha comigo…

Tudo é complicado, nada mais importa. No mar solitário/sem fim. Só um pensamento ilumina o vazio. É você quem não sai da minha cabeça. Sonho que penetro nas águas profundas. E você se desmancha em meus braços… Traiçoeira como as ondas que me levam em altos / baixos. Mas que me colocam em movimento. Porque contigo tudo é possível. Venha comigo, eu tabém quero te confortar…         Você é minha única certeza de algo bom nesse viagem. Lamento que a companhia para você não seja das melhores. E não é exatamente primeira classe.

Não sei porque falo de esperança, não há mais volta. Mas, se quiser, coloco meu norte em suas mãos. Se você vier comigo, embarcar nessa loucura e me abraçar agora.

Ed. 16 - Sensualité (por Alê)

By admin On julho 22nd, 2009 in Alê, Crônica /

Hi darlings!

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Inhaaí?? Felizes aos tubos, assim como este que vos digita?!

Olha que maldade, fui incumbido essas semana do assunto “sensualidade” e estou adorando cada segundo!! :D (Que gostoso, né, amados?)

Porque a sensualidade existe em tudo aquilo que é natural e seguro de si, ela transborda nos momentos de maior sinceridade. Um je ne sais quai.

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Eu não sei se sou sensual. (Désolé!) Na verdade, sou meio desajeitado, bagunceiro e atrapalhado. Nada disso é muito sexy, wathever.

Mas, quem tem que gostar, meu marido, gosta. (Lógico, né!) Vou te contar que uma das coisas mais difíceis é realmente conseguir manter essa sensualidade para uma pessoa que lhe vê todos os dias e nas situações menos sensuais, como quando você acorda com a cara amassada ou usa aquele moletonzão “cinza fim de carreira” pra fazer faxina! Afff!

É difícil se sentir sexy quando você é um dono de casa. Daí, às vezes eu acordo desanimado mesmo, sem pique para me arrumar. :/

Porque o legal de ser sexy é que exige muita disposição, mas tem que parecer casual, bem! (Palhaçada!!)

Ultimamente estou sem vontade, mas acho que é o medicamento que está me deixando meio grogue! (Pareço boneco de pano torcido!) Tem essa também! Ser sexy doente, quando baixa a imunidade, é impossível. Ser sexy quando, antes de transar, é necessário tomar mil precauções, é difícil. Haja sensualité!

MAS, nunca nos impediu de tentar! Ou melhor, de usar a criatividade! Hahahaha

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A sensualidade depende do gosto do freguês, eu acho. Porque nem tudo que é atraente para mim, pode ser para você. Une affaire de gout.

Ela está em detalhes muito particulares e o que chama a atenção de cada um vai depender realmente de cada um. (Ainda bem, né, bem!)

Mas acima de tudo, a sensualidade e o charme estarão sempre no olhar. O olhar é o maior objeto de sedução. É o que lhe prende, porque é sempre ele que revela a intenção.

Daí tudo tem uma certa sensualidade se olhado da forma certa. Até os objetos também tem sensualidade. Imagens, sugestões, roupas e gestos. (Arraaaasoo!!)

Acho que a partir do momento que você se conhece, que você encontra a sensualidade em você, na sua natureza, nos seus gestos, no seu olhar, você se torna alguém sensual.

Lembrando que não estamos nos referindo a objetos sexuais… (melindrosas metralheiras, que não seduzem, apenas se lançam!)

Essa trupe que fica tooodaa se querendo, não tem nada de sensual, gente!

Aliás, uma das coisas mais sensuais é saber se dar valor. Sensualidade trabalha a segurança em si mesmo.

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A única coisa que posso digitar aqui, já que não tenho uma fórmula ou uma explicação melhor de porque (pelo menos!) meu marido me acha sexy, é o seguinte, queridos:

Não deixe pra ser sensual só em dia de festa. A rotina é uma BITCH! (It´s true!) Mas, jogar fora o moletom cinza já ajuda! Eu joguei o meu!!

Me ajudou também dividir meu horário de faxina com o Gael, porque aí eu não me sentia todo desleixado sozinho… :D Estratégia! hahahahha

Ao invés de relaxar na roupa, relaxe no humor, isso também ajuda!

Quando bater o desânimo, sirva-se do melhor charminho para chamegar-se nos braços do seu amado. Pra isso não precisa se arrumar e não exige energia. (A não ser que o chamego fique bom e vocês resolvam se desarrumar ainda mais, meu bemm.) :D

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E, finalmente, quanto mais cedo você encontrar os seus pontos fortes, mais fácil fica dominá-los. Não se preocupe, amore! Afinal, a sensualidade nada mais é do que uma arte e, como toda arte, exige treino para ser dominada. Exige um certo exercício de autoconhecimento para se sentir confortável e em sintonia com você mesma. Para daí deixar aflorar. (Deixa vir a gata garota verão dentro de você!!) Isso é hors concours!

Essa é a arte de seduzir sem ser descoberto, meio sem querer. De aguçar com olhares, gestos e cheiros, os sentidos dos presentes. De estar bem com você mesmo, isso que é importante! (Sem medo de ser feliz!)

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A sutileza e a verdade em naturalmente ser custom made. (UII!) Então, bom treino pra vocês, lindinhoss!! Depois vocês me contam! ;) Atéeeeeee!

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Beijos inescrupulosos,

Alê.

Ed. 15 - A toy story (por Adriano)

By admin On julho 16th, 2009 in Adriano, Poema /

É muito tarde para pedir um reembolso? Fui danificado. E não tenho garantia.

Levei uma porrada que me partiu ao meio. Nada literal, essa foi a impressão…

Mas bonecos são sentimentais. E seus donos tão jovens. Não se deve atravessar sem olhar. E eu sou um merda imprudente. Fora outras coisas… Eu mereci a porrada. Os esporros tinham razão. Mas não é porque você merece que deixa de doer.

Eu já vim com defeito de fábrica. Nem a culpo pelo poder que lhe dei.

Ou por seu abuso de autoridade, porque não dizer, instinto dominatrix.

Afinal eu era seu brinquedo que ela podia quebrar. Ela era imatura naquela época. Por isso, ela não sabia como me usar. Ela brincou e foi embora.Ela me jogou com os outros, quebrados/inúteis/velhos brinquedos do Natal passado. Nós deveríamos nos entreolhar e perguntar: Cara, o que aconteceu com você? como veio parar aqui, Sozinho desse jeito? Eu imagino que nós teríamos, ao menos, algumas histórias depravadas, de membros superaquecidos e circuito úmido, para nos tirar dessa depressão… Nós deveríamos nos unir. Fazer um sindicato e processar aquela vadia. Mas nós não faremos. Porque todos nós queremos a mesma coisa. Nós queremos a abusada até seu último suspiro, apesar de tudo.

Eu sou mesmo um brinquedo. Ela é minha dona. Eu terei outras, daquelas que se contentam com pouco. Daquelas que tem pena de brinquedo quebrados. Apenas ela me conheceu novo/reluzente/completo. Eu gostaria que isso nunca tivesse acontecido.E assim eu poderia conservar minhas peças originais. Eu não encontrei alguém que soubesse cuidar. Agora terei de achar alguém que saiba me consertar. Mas, quem se daria ao trabalho? É muito tarde pra ligar pro serviço autorizado?


A toy story

Aviso: Não paramos não!

By admin On julho 14th, 2009 in Sem categoria /

Olá leitores!

Quero pedir desculpas pela ausência, devido problemas pessoais,  nesta última semana, onde deveriam ser publicadas mais uma coluna e uma notícia correspondentes à edição 14.

Mas, como sabem, sou apenas euzinha no comando da bagaça aqui! E, às vezes, fico devendo…

Agora que tudo está devidamente solucionado, as colunas serão postadas direitinho e retornamos a nossa programação normal.

;) Marcela.

Ed. 14 - Trânsito na Capital (por Kaká)

By admin On julho 8th, 2009 in Kaká /

Trânsito na capital é uma loucura, né?? Principalmente, em São Paulo, que é o único lugar do mundo que consegue ter mais carro do que pessoa, e mesmo assim… O ônibus tá sempre lotado!!

Como pode?!?

São Paulo é uma cidade transparente. Quem não é da cidade já chega conhecendo um de seus principais problemas: o trânsito. Não leva mais de 5 minutos pra tu perceber isso e leva mais uns 50 minutos pra tu ter certeza.

Outra, reza pra não chover, porque trânsito e chuva têm uma relação bem interessante. O motorista paulistano é climático: se está sol, tem brisa, o pessoal fica de boa… Começa a fechar o tempo, começa a bater o desespero. Começou a chover todo mundo corre! Não é que paulistano seja nervoso, mas ele sabe que tem que correr antes da avenida alagar! Quem ficar por último se fode! Daí, vira um território sem lei. É jangow!

Por essas que o paulistano fica estressado. Não consegue respirar fundo e contar até 10. Porque aqui se tu respirar fundo e segurar, fica intoxicado. Principalmente no trânsito, com aqueles caminhões de merda que tem escapamento projetado na direção da sua cara! High-tech without a notion! Sabe? Kkkkk!!

Mas, a galera faz de um tudo pra relaxar no trânsito. Ouve música, tem gente que canta. Isso é bem legal, tem gente que se empolga com a música que tá ouvindo, sem perceber que todo mundo que tá de fora, não tá ouvindo a música… Então, você só vê um babaca gritando e fazendo gestos no ar. Kkkkk!


Essa aí é uma diversão comum no trânsito, ver o que é que os outros estão fazendo. Você vê várias sessões de limpeza olfativa, gente discutindo… todo mundo adora casais que brigam no trânsito, porque é um showzinho particular! É tipo um Big Brother, assim! Aí tu fica lá, assistindo e torcendo Não, ela tá certa!


Tem gente que usa o tempo pra falar no celular, porque aí, tudo bem! Você não pode ser multado, você tá imóvel mesmo. Aqui o pessoal nem carece de encostar o carro pra falar no celular. É assim: Ah, espera rapidinho que eu vou entrar na Marginal, aí a gente conversa melhor! Né??


Visse, é por causa do trânsito que o povo de São Paulo é mais culto. Porque dá pra ler um livro inteiro nesse tempo. Avalie só, quantos livros por mês tu lê enquanto tá no trânsito?!? Eu tenho uma amiga que aprendeu a falar espanhol num congestionamento entre a Salim Farah Maluf e o Viaduto Grande São Paulo. Acredita?

Isso porque a gente só tá falando de quem tem carro. O pessoal do transporte público é diferente. Nunca se fala do transporte público, mas eu falo porque eu vivo lisa. Tanto que eu tenho que pegar um ônibus pra chegar no metrô. Porque na minha quebrada nem metrô chegou ainda. Na charmosa ZL, onde eu vivo, tem previsão de metrô pra 2010. Mas, parece que foi previsão de mãe Dinah porque até agora neca. Kkk!!


Fico eu lá, todo dia esperando no ponto, do lado das barraquinhas da ilegalidades… Por que todo ponto de transporte público tem camelô? Demora tanto que tu fica tentado a cair pro lado black da força…

No busão, são outros esquemas. Dá até pra ler o livro, mas tu tem que se concentrar pra nada mais te abalar. É aquela relassão, a inhaca, abestalhado pedindo passagem, bulinamento, fungada no cangote… aff! Tem que concentrar.

É engraçado, no ônibus tem sempre aquelas pessoas que são corajosas. Elas QUEREM passar entre você e mais 8 que estão no corredor. Aí, cê olha pra pessoa, olha pra frestinha de corredor que sobrou, aí cê pensa “Ta me sacaneando? Não vai passar! Mas, não passa nem fudendo”. Aí todo mundo se comove, ajeita, espreme aqui e ali, e ela passa. É quase um parto.

Quando a pessoa passa tu tem até vontade de aplaudir: Parabéns!!

Rola uma união no busão, se não emocional, com certeza física. Ta certo!

Pois é, viver na cidade é viver cerca de um terço da sua vida no trânsito. O tempo que a gente passa entre um ponto a outro deveria ser suficiente pra fazer amigos de uma vida inteira. Manos, brothers, cumpadis, e todas essas coisas que rimam com “condução”.

Mas, ninguém faz isso, né?! Tu troca uma idéia e tals…. Mas, quanto minguado ou entediado você carece de estar pra puxar conversa com alguém no ônibus?!?

Isso é negocio de velho, maluco ou caipira.

Esse tipo de afetividade busistica extrema é muito mal vista nas big cidades, gente!

Existem regras pra tu não ser considerado um jeca. Verdade!

As regras no ônibus são muito claras.

- Chegue sempre com o dinheiro certo e a mão, porque sempre tem uma puta fila atrás de você. Não é surpresa que tem que pagar, portanto, não seja empata foda.


- No tempo que você tá passando na catraca, você tem cerca de 5 segundo pra visualizar as cadeiras vagas e decidir qual o melhor lugar, estrategicamente falando.


Isso é pra evitar que você cause uma situação constrangedora, quando uma pessoinha more or less percebe que você não quis sentar do lado dela.

Também pra evitar o erro de sentar nos bancos da frente: vamos avaliar isso.

Se tu senta no banco da frente, é mais difícil na hora que precisar descer.

Ainda, no banco da frente você não tem visão de outros bancos vagos. Assim, se carecer de mudar de lugar porque o cara do lado fede ou está dormindo no seu ombro, é mais difícil.


Uma nota importante sobre o lugar: repare que quando existe um lugar na janela e um lugar do lado de outra pessoa, TODOS sempre escolherão a janela.

Porque pessoas querem espaço mínimo de encostamento. Sentar perto de estranho é só em última opção. Se tu não fizer isso a pessoa do lado vai pensar “Porra, tanto lugar ali! Ela tinha sentar aqui…”.


Se você ficou de pé, adote um lugar estratégico no meio do corredor. Atente a pessoa que já está com a bolsa a tiracolo. Ela vai descer.

- Escolhido o lugar, agora a preocupação é quem sentará do lado, caso exista vaga. Esse, infelizmente, tu não poderá escolher. É pura sorte, gente. O máximo que pode fazer é dar uma fechada na cara e inclinar levemente sua bolsa ou mochila para o banco do lado. Aí a pessoa vai ter certeza de que ela vai incomodar.

Funciona, até o ônibus começar a lotar. Questão de física.

- Normalmente mulheres sentam do lado de mulheres. Não é preconceito, é auto preservação. Ta certo! Causa poucos problemas, a não ser que a outra tenha ossos largos. Sabe? Kkk!


Tem um negocio que pra mim é muito estranho quando alguém vai sentar do seu lado, algumas pessoas pedem licença. Pra ver que existe mesmo uma preocupação em não passar dos limites do outro. Mas, tipo, é público. O que é que eu vou dizer!? NÃO! Não, vai sentar não! É meu! ?!?!? Até parece que eu tenho opção.


Isso tudo é importante, porque durante o trânsito de São Paulo essa é uma pessoa que tu vai aturar por um bom tempo, visse! Tem que tentar se dar o melhor possível!

Mas, nem tudo é culpa do trânsito. Tem que entender que é uma extra large city! Tudo aqui é naturalmente longe. A primeira vez que eu vim pra cá, tive que passar numa padaria perto de casa. Falei isso pro meu amigo paulista e ele falou:

- Eu te levo, e eu ingênua respondi:

- Não carece, não. Eu vou a pé. Daí, ele começou a se abrir. Aqui não é comum ir a pé, né? Nem na esquina o pessoal vai a pé.

Mas, ele tinha razão. A padaria tava longe. A padaria demorava tanto pra chegar que eu achei que tava voltando pra Pernambuco. Kkk!!

É engraçado como a noção de distância é diferente. Hoje já acostumei com a quilometragem , com a correria… Já aprendi que pra chegar às 17:00 em qualquer lugar eu tenho que sair de casa às 15:30.

Ah, aprendi também que NUNCA se deve marcar neca para o horário de 19:00 às 22:00 se você pretende chegar são e em bom estado. Numa boa!

Coisinhas que a gente vai aprendendo entre uma viagem e outra!

Ed. 13 - Família (por Kaká)

By admin On julho 5th, 2009 in Kaká /

Ai, ai, família é uma coisa louca, né. Sempre quando eu careço de fazer uma piada e não tenho idéia eu pego uma história da minha família e conto, que dá na mesma, visse. Hehe!!

Minha família é uma piada. Meu irmão, por exemplo, troca as palavras, então outro dia ele virou pra mim e disse:

- Não, a partir de agora eu só vou beber água amamentada.

É imantada, abestalhado! Depois, outra:

- Ah, eu tô com dor no nervo asiático.

O que tá certo! Ele falou, porque era uma dor continental, assim. Kkkk!!

Eu acho que ele pegou essa mania com a minha vó, cara. A bichinha esquece nomes muito fácil. Chega uma hora que tu nem se importa mais, nem corrige. Ela me chama de Luciana, eu já respondo que eu sei que é comigo. Fica tudo all right. Hahah

Mas, a minha vó dá umas leseiras foda também! Uma vez ela foi na lojinha da Igreja, ela queria comprar um escapulário, sabe, tipo um terço? Aí, ela virou pra menina:

- Escuta tu tem aí um terço ejaculatório?!

HAHAHA!! A menina ficou assustada, né. Depois a minha vó não quer ser excomungada! De jeito maneira que aceitam ela assim!! Haha…

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Outro dia mesmo a gente tava num almoço de família, ela vira na mesa e fala:

- Eu usei muito lança perfume!

Aí a gente pergunta: Pra que revelar o que o tempo já fez o favor de encobrir, né?! Não tem necessidade. Kkkkk!!!

Já o pai tem um negócio engraçado, ele é muito ingênuo. Muito. Teve uma vez que a gente tava contando histórias de terror e assombrações, sabe? Aí ele começou a contar:

- É, teve uma vez que eu tava aqui e de repente eu senti um negócio preto vindo por trás e me atravessando…

Ah, pra que?!? O bichinho fala isso pra mim e pro meu irmão ainda! Aí, a gente começou a sacanear, né:

- Mesmo, mas era muito grande?!!…. hahahahha

Mas eu acho que a melhor, a pessoa que mais merece destaque na minha família, não pode ser ninguém menos que a dona Lais, minha tia-avó. Ela é tipo, sabe o Mister Magôo, que vai fazendo um monte de merdinha?! Incrível, vou contar algumas histórias:

Uma vez a gente tava na praia, ela resolveu ir pro carro e ela entrou e começou a ver várias coisas que não eram dela. Começou a botar tudo pra fora, reclamando da bagunça. Tipo, ela tava no carro errado. Todo mundo gritando:

- Não, sai daí!

E ela não queria de jeito maneira voltar: - Não! Tá muito calor aí! Não vou não!

E o dono do carro na frente dela se rachando de rir. Avalie só!! Hahah!!

Ela faz umas coisas… Ela tenta ligar pras pessoas e ela liga pra ela mesma. Sim, dá sempre ocupado, né. Não sei porque… Ela acha que o problema é da linha. Eu acho que ela tá certa. Se tu chegar na ponta da linha, tu acha o problema. HAHAHA!!!


Quando a política Martha Suplici cumprimentou o manequim eu me lembrei dessa minha tia, que também já fez isso. Ela foi pedir informação de preço pro manequim e saiu da loja falando que o serviço lá era uma porcaria, gente mal educada. Kkk!

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Mas, a do sapato branco foi a melhor, visse. Ela saiu pra comprar um sapato e ela logo disse pro vendedor:

- Olha, eu quero um sapato branquinho.

O cara trouxe, aí ela: - É, mas ele não tá muito branco. Eu quero branco, bem branco mesmo!

O cara trouxe, baixou o estoque inteiro de sapato branco e ela: - Mas, não é possível! Tu não está entendendo, eu quero um sapato BRANCO!

O cara que já tava cansado, parou e olhou pra cara dela. Aí, ele meio desacreditando falou: - Escuta, a senhora já tentou tirar os óculos escuros?!

Aí ela: - Ahm? Ah, tá. NOSSA, NÃO É QUE É BRANCO MESMO!

HAHAHAHAHAHA!! Fato verídicodissimo!!!

Dá vontade de dar uma porrada, não dá?!?


Teve uma outra vez que ela ainda, saiu pra comprar uns pãezinhos né, falou pro cara:

- O senhor me vê aqueles 4 franceses ali.

O cara olhou: - Ali só tem 2.

Ela insistiu: - Não, o senhor não entendeu. Eu quero aqueles 4 franceses ali.

E o cara: - Não tem 4, tem 2.

Aí, ela ficou arretada: - Mas, o senhor não quer vender por que?! Vai falar que reservou 2 pãezinhos pra alguém?! Qual o problema?!??

Falou um monte, aí o cara disse: - Minha senhora, ali só tem 2 franceses. Os outros dois são reflexo do espelho.

AAAAHAHAHHAHA!! Ai ai… Sacanagem! Muito foda, né?!

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Without a notion!! Foi essa tia que me ensinou inglês… nunca vou esquecer o dia que ela chegou pra mim e disse:

- Come on, bitch (tradução: Calma aí, bicho), uats fockings for?? (tradução: Pra que a pressa?).

Uma grande mulher!! Essa é minha tia em toda sua Magoonescência.

Teve uma outra de família muito boa também, só pra terminar, que por um acaso é com o filho dessa minha tia-avó. Ele também só faz leseira, vai em velório errado, essas coisas. Avalie só!

A gente tava indo prum casamento, eu fui de carona com esse tio e a esposa dele. Aí, no meio do caminho, a gente se perdeu. A minha tia começou com os chororos né, como toda mulher co-pilota:

- Porque tu nunca pede informação, falei pra entrar no Apontador ver na Internet antes de sair, bibibii…

Encheu o saco, visse. Aí ele falou:

- Tá bom, a próxima pessoa que passar, eu peço informação.

Aí tinha um grupo de meninas, por assim dizer, ele parou com tudo o carro. Cara, era um puteiro. Um super néon na nossa cabeça, aquela fila costumeira do sopão, né, aí veio uma puta com a calcinha aparecendo, encostou no carro, e aí o meu tio:

- Ah, por favor, a senhora sabe onde fica a Igreja Santo Antônio do Categeró?

KKkkkkk!! Sim, pedindo informação de Igreja pra puta, cara! Acredita?! Ela ficou meio confusa, mas ela passou a informação direitinho. Então, eu acho que ela deve ser recomendada porque pelo menos a gente sabe que ela é uma pessoa atenciosa, o que pode ser um destaque em sua profissão.

Enfim, histórias de família. Cada um tem a sua, porque cada um tem o que merece.

Ed. 13 - Civilidade e necessidades …….. básicas (por Victor)

By admin On julho 1st, 2009 in Crônica, Victor /

Acredito ser este um conceito muito interessante de nossa cultura.

Em todas as etiquetas impostas, rituais considerados aceitáveis e condutas exemplares estamos a falar mesmo de civilidade.

Medimos níveis sociais, culturais e econômicos conforme o domínio de tais maneiras.

Logicamente, com passar dos tempos, mudam também as premissas.

Não deixam, porém, de existir.

O que me intriga mais que tudo é pensar de onde vêm tais regras. Com base em que são impostas? Quem primeiro disse as disposições dos talheres ou estipulou uma excelência?

Observo que, a civilidade pode ser encontrada ao oposto das necessidades básicas.

Vem da idéia mais afastada possível de nossas humanidades.

Estas foram as leis que pudemos adotar a partir de um ponto fundamental: o domínio de si.

Veja bem, tudo aquilo que está a ser animal, que está a fazer parte de nós intrinsecamente é considerado não-civilizado.

E civilizado é apoderar-se destes constantes impulsos e controlá-los, ignorá-los. Esta é a definição tradicional que pude concluir.

Por essas, tomei como evidências alguns costumes ainda hoje presentes e indicativos de civilidade.

Como exemplo de necessidade básica podemos ver nossa relação com a comida.

Para a alimentação, existe todo um ritual que anuncia postura, controlo e elegância.

O contacto é frio e, para ser civilizado, devem ser usados os talheres que mantêm a distância correcta entre nós e aquilo que necessitamos para viver.

Outros indícios são constantemente vistos, como pequenas regras de conduta entre pessoas, a referir aquilo que pode ser aceitável ou não.

A própria questão do toque, tão mutante entre culturas, é algo cheio de cautelas para não invadir espaços ou limites.

Não digo necessariamente o físico, mas, cumprimentos como sorrir e dar atenção, em determinados momentos e em medidas erradas, não é civilizado.

Pois, esta proximidade com o outro é uma necessidade básica do ser humano. E, às vezes, remete-se injusta e rapidamente a promiscuidade, mesmo que seja de carácter.

Reações e sentimentos são grandes inimigos dos momentos civilizados.

Vou explicar-me. São coisas que não se pode controlar, claro. Porém, quem domina a arte da civilidade aprende a contê-los, a não transparecer de forma física.

Isso é algo tão desconcertante. Aparentemente, os sentimentos são controláveis se resistimos a suas reações familiares, enquanto internamente não possuem limites.

Quando é necessário escondê-los, por razões diversas, é esperado um êxito do racional e daquilo que é considerado decente.

E se tu não obténs sucesso nesta amputação emocional, tu és fraco.

Tantas regras existem para ajudar-nos a caminhar em uma direção correcta, a evitar mal entendidos, pois tudo parece bem estipulado.

Seja tua postura a mesa ou a revelação de algo particular e visceral, tudo está traçado.

E manter-te dentro disso é o ideal para conferires uma justiça a toda gente.

Mas, nada muda nossas necessidades.

A civilidade conquistada, independente de modos ou cultura, em nada altera o que somos.

O que digo é que, a forma como o fazemos não anula o facto de que nós precisamos nos alimentar, nos relacionar, sentir o outro, sentir que não estamos sozinhos. Não há nada de errado nisso. Claro, talvez não seja confortável perceberes que, vez ou outra, tu não estás no controlo. E sim, o calor humano, impulsivo e sem pudores, revela tua vontade sem perdão. Quem pode resistir a isso?

Por essas, acredito que, se alguém te impõe alguma coisa, o mínimo que esta pessoa te deve é um bom argumento.

E para isso, recomendo algumas civilidades e outras, nem tanto.