Ed. 04 - A descoberta (por Alê)

By admin On abril 27th, 2009 in Alê, Crônica /

Queridooosss,

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Tudo bem por aí? Eu estou meio pensativo esses dias. Comecei a me lembrar de várias coisas que não pensava há tanto tempo, mas por causa do portal e das perguntas fui levado a pensar de novo… Vocês sabem que qualquer descoberta muda a sua vida. Nem que seja a visão que você tem da vida ou das pessoas… (Eu acho, mas eu sou meio míope então posso estar errado! :D ).

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Tem também aquelas descobertas que mudam apenas o seu mundo, obrigando você a se desfazer de seu mobiliário kitsch horrendo, mas de forma indireta o mundo em si, por isso parecem de menor importância. Só parecem, amados!

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Se eu pudesse dividir minha vida em eras, seria fácil dividi-la em Antes de Elisa / Depois de Elisa.

Mas, Elisa não é uma mulher pela qual me apaixonei (Haha, que piada!). Estou digitando sobre o exame ELISA de anticorpos, que serve para detectar se há contaminação com o vírus da Aids. Le terrible!

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Confesso que estava ingenuamente tranqüilo quando fui fazer o teste. Não me sentia doente e apesar de ter perdido peso, e me sentir cansado, acreditava que se estivesse infectado estaria com sintomas graves, afinal, Aids mata. Mas, eu estava bem.

(Santa Ignorância!!)

Só fui fazer porque colegas meus da reabilitação contaram que, nos momentos de baixa, haviam pego. Lembro que, na hora, pensei: “Imagina. Já sei disso tudo. Sou informado”. Depois, lembrei que a informação apenas não adianta nada, tem que saber usar a cabeça. (Sem trocadilhos infames, tá gente!)

Descobri que era portador de HIV assim, por acaso. Em uma prova dos nove, tirei dez em HIV positivo, meu bemm! (O primeiro dez da minha vida… que irônico!). Não estava consciente, não estava preparado, nem tinha pensado realmente sobre o que faria se desse positivo. Fui lá como alguém que faz um check up.

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Quando o infectologista falou, foi aquele choque. Eu não consegui acreditar, então, não chorei, não gritei. Fiquei lá, olhando para ele com cara de besta naquela salinha de paredes amareladas! Cada um reage ao seu jeito, né! Não tem regra! Meu amigo Dodô, uma mona de 1,80m, desabou no consultório, foi um Deus nos acuda pra arrastar a bicha pra maca do SUS! Hors concours!

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A minha irmã sabia que eu iria ao médico naquele dia e me ligou o dia todo. Eu não retornei uma ligação.

Não quis falar nada antes de fazer o segundo exame. O segundo exame é importantíssimo para tirar qualquer margem de erro.

Eu sabia que para mim as probabilidades eram grandes, mas, sei lá… Me permiti ter fé e esperança. Fiquei quieto pra variar um pouco.

Durante todo o tempo de espera entre um resultado e outro foi uma tortura. Não atendia o telefone, porque não queria falar sobre o assunto. (Pouquinho neurótico, não?) Não saia de casa porque tinha medo, não sabia o que podia ou não fazer sendo soropositivo. Comecei a pirar!

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Quando chegou o dia do segundo resultado, sentia alívio e pavor ao mesmo tempo. Como isso é possível, não sei! Que loucura!!

O médico confirmou o HIV. Daí me passou mil informações, remédios, telefones e suportes. Peguei os panfletos e saí sem ter escutado nada.

Liguei o celular. Liguei pra minha irmã e falei: “Joana, minha vida acabou”.

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Ai, eu sei que não tinha nada a ver, mas sei que muitos de vocês entendem o que eu digo! Os primeiros dias foram terríveis, eu realmente achava que poderia ficar doente a qualquer minuto, por qualquer coisa. Que maldade, eu estava um craquelê!

É difícil se sentir seguro, porque você não tem medo de nada do que possa se proteger. É medo de si, desse boicote interno.

Não vou mentir: Ter Aids é estar vulnerável. É pensar “E se o remédio parar de fazer efeito e eu tiver recaída? E se pegar uma infecção? E se meu fígado não agüentar tanto medicamento?”. Eu tenho qualidade de vida, tenho. Levo minha vida e sou feliz.

Mas, Aids não é uma doença que você luta para combater. Você luta para manter-se vivo com ela. Não tem cura. (E a danada é traiçoeira, viu!)

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Mas então, eu sempre imaginei uma morte glamourosa pra mim, bem! E achava que ia morrer de um resfriado!! Fiquei désolé !!

Também não queria que as pessoas ficassem perto demais, pois tinha muito medo de passar o vírus para alguém em um acidente com faca ou em um beijo, uma ferida… Não sabia nada sobre o assunto, me sentia uma bomba relógio. (Daquelas barulhentas!!).

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Mas daí o tempo passou (pro bem ou pro mal). É um longo caminho até se tornar um insider. Demorei quase um mês para sair dessa depressão, e mais alguns meses para conseguir me adaptar a ideia. Eu acho que cada um tem o seu tempo. Não é fácil encarar uma coisa assim. Então, não se preocupem em enfrentar tudo de uma vez só, amigos! Digere com calma! ;)

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O seu médico lhe dá a orientação para manter a saúde, os remédios ajudam a manter o controle e os grupos e a família dão apoio moral e psicológico.

Mesmo assim, é difícil você realmente descobrir que não está fragilizado e impotente. Que todos correm riscos todos os dias e que uma doença não define quem você é.

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Como todo ser humano, estamos sujeitos a descobrir algo, vivenciar algo, que nos faz mudar nossa vida, bem! C’est la vie! No meu caso, me ensinou muito. Me deu limites, (algo que nunca tive). Ao mesmo tempo, essa doença me libertou de valores falsos. Parei de deixar as coisas para depois, parei de chorar (que nem Madalena arrependida) por bobagem.

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Meu tempo rende mais e minha vida é mais feliz e saudável hoje, pois aprendi a me cuidar, a respeitar meu corpo e minha vida. Momento joie de vivre!

Descobri coisas sobre mim que antes não tinha tempo de descobrir.

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E descobri algumas coisas que me deram força durante o comecinho do processo, e que agora eu compartilho com vocês:

As pessoas que te amam ficarão do seu lado.

Novos amigos surgirão, e vão te apoiar nessa estrada.

Nos grupos de apoio você acha não só pessoas capacitadas a lhe dar informações, mas você se sente novamente parte do mundo.

Essa é a chance de uma nova vida, com novas perspectivas. Não desperdice. Uma vida custom made.

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Foi assim que eu me encontrei (tomei rumo e deixe de ser perdido :D ). Nos digitamos em breve!!

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Beijinhos e beijões,

Alê.

Ed. 03 - Palavras Tolas (por Adriano)

By admin On abril 23rd, 2009 in Adriano, Poema /

Não gosto de falar de você.

Todas as palavras me parecem tão tolas…

Eu odeio admitir, mas você foi o nome mais falado, gritado e gemido

Em todas as minhas memórias, das mais devassas às mais ternas.

Nunca precisou ser perto, muito menos para sempre

Mas, para sempre foi e por perto sempre ficou.

Dentro, ao alcance e fora dele. Não depende de nós, eu espero.

Lembrar não custa nada e trás tudo à tona.

Algumas gotas caem e lavam tudo o que ficou.

A roda não se apaga, ela apenas segue em frente. Não importa a direção.

Levantei uma vez, posso levantar de novo.

Seria fácil, mas ninguém gosta de cair.

Para que dramatizar o dramático?

Não dói tanto, apenas dói.

Não sinto muito, apenas sinto.

Não é a primeira vez, não entra rasgando.

Vai passar, vai passar. Já sei como funciona.

Reconheço esse lugar, já estive aqui antes.

Detesto esse lugar, quero sair daqui agora.

Não quero falar de sentimentos.

Assim como todos os apaixonados vêem músicas de amor

Todos os desiludidos vêem músicas de deboche.

Não gosto de falar de você.

Todas as palavras me parecem tão traiçoeiras…

Mas, e se não precisar ser desse jeito?

Você tinha razão quando disse que eu não estava levando a sério nosso fim.

Como poderia acreditar assim tão fácil? Tentei engolir, mas minha garganta fechou. Não estive pensando sobre isso tanto quanto você. E isso não é uma crítica/esporro.

Ainda acredito em nós. Porque não dizer, isso é graças a você.

Ainda quero você. Nisso eu assumo a culpa.

Não sei o que fazer, não sei o que será.

Mas, sei que sempre demos um jeito…

De explicar o inexplicável

De entender o incompreensível

De amar o rejeitado

E nossa coisa de pele e de cheiro

Que dispensam explicações.

Só você sabe, só você consegue

Olhar muito além da bagunça de todo dia

Achar graça da minha graça, que não tem graça nenhuma.

Você ainda consegue ou já é tarde? Diga você, que tudo sabe. Eu não sei de nada. Eu saio fazendo sem pensar demais. Nessa libido que você atiça. E eu nunca soube controlar muito bem. Isso já deu certo para nós. Me lembro quando as coisas ainda davam certo para nós.

A única coisa que sei é que te quero muito. Pode ser? Isso basta? Às vezes, acho que sim, outras que não… O que você quer? Eu deveria ter perguntado isso antes. O que você quer? Você ainda me quer? Você quer o que sou? Ou você quer o que fui?

Estou aqui para tentar de novo, meu amor. Mas, não há retorno em uma ladeira espelhada. Sou diferente, mas alguns sentimentos não mudam. Persistentes em visitas ocultas e sem sentido aparente.

Quero uma chance de volta. Porém, de um outro jeito. Onde eu possa me sentir em casa de novo. Se você entender isso, talvez não seja tão tarde assim.

Mas, compreendo perfeitamente seus motivos para dizer vá a merda. Não tem coisa pior do que dor de corno. Porque não dizer, eu também daria um pé na bunda de um marmanjo deprimido.

Só não me exclua da sua lista assim tão rápido. Não sou, ao menos, importante para sua lista negra?

Ed. 03 - Segunda-feira (por Manô)

By admin On abril 20th, 2009 in Crônica, Manô /

Todo mundo adora uma “Segunda-feira exceção”. Em feriadão, segunda-feira não é segunda, é um sábado sugerido nacionalmente. A gente até esquece que é uma segundona.

Mas, não é sempre assim. A invicta vilã semanal merece um choque de realidade e sinceridade! E eu posso fazer isso, já que estou trabalhando mesmo… Aí vai:

Eu odeio escrever colunas de Segunda-feira! As Segundas são chatas para caralho! Eu tenho penas delas. Pois, apenas tiveram a infelicidade de nascer no momento errado. Isso pode ocorrer a qualquer um de nós.

As Segundas surgiram com a obrigação de cumprir um papel: acabar com a farra e iniciar os trabalhos. Mas, alguém teria que fazê-lo, não é verdade? A sociedade precisa de alguém que diga

Agora chega, pessoal!

Então, elas acabam assim. Tristes e injustiçadas. Nós poderíamos compreender. Mas, não. Não estamos com vontade agora.

É muita sacanagem. É muita injustiça ser odiada, enquanto outras, por pura sorte, são vangloriadas, exaltadas, cantadas em músicas de cerveja. Por isso, Segundas odeiam sextas. ODEIAM! Sextas são hipócritas. E não fizeram metade dos sacrifícios de uma Segunda.

Para suprir seu desespero por aceitação, as Segundas-feiras já apresentaram grandes devaneios. Conscientes de que são vítimas de uma puta conspiração, as Segundas pensaram em matar a Sexta-feira. Assim, o Sábado seria a nova Sexta. O Domingo seria o Sábado. A Segunda seria o Domingo. E a Terça é que se fôda!

Mas, também não deu certo. Porque até quando se “mata as Sextas”, as pessoas gostam ainda mais delas.

Conformadas com sua condição eterna, as Segundas-feiras assumiram seu legado.

Devemos aceitar quem nós somos,

disseram em palanque,

E assim os outros aceitarão nossa posição.

Com a conduta atual do politicamente correto, é capaz que as pessoas finjam que aceitaram a Segunda. Capaz, até, que as utilizem em causas sociais. Ou como tema de debate para próximas eleições.

Mas, a grande verdade é que nunca, ninguém, acordará e falará: Oba, hoje é Segunda!!

Simplesmente, porque ela acaba com a fantasia. Onde todos somos livres e felizes. Donos do nosso tempo e ações. Odeiem as Segundas! Já que não podem odiar a vida que construíram sobre ela. Culpe a Segunda, o Trânsito, a Camada de Ozônio… É mais fácil viver assim.

Ed. 02 - Sucesso (por Victor)

By admin On abril 17th, 2009 in Análise, Crônica, Victor /

O grande sonho americano e, desconfio, mundial é a estabilidade bem sucedida. Possuidora de uma admiração pertinente e uma visão enevoada, porém, perfeita de um quadro de realizações.

Quais são os quesitos indicadores de eterna satisfação? Claro, o padrão nos diz que envolve uma satisfatória quantia em dinheiro, outra em imóveis. Se bem que, em um sonho sem ganâncias, seria uma casa própria o suficiente. Carro, boas roupas, boas comidas.

Um emprego importante e invejável, de preferência vitalício.

E também fundamental, uma bela companhia.

Para completar, uma família e um cachorro. Felicidade e saúde.

Esta é a pintura que representa os desejos de todos.

Esta é a definição de sucesso.

Mas, queria por um instante pedir-lhes individualmente e, talvez, filosoficamente: Definas sucesso para ti.

Digo, dentro da tua vida, dos teus sonhos, e não em casas pré-moldadas.

Discuto isso muitas vezes, na tentativa de ajudar pessoas a “saírem da caixa” e perceberem porque, depois de conquistar tudo presente na lista, ainda sentem-se infelizes.

Entendo que isso seja difícil, já que o ser humano nunca está satisfeito, pois está em constante mudança. E, claro, sempre a buscar coisas diferentes. Mas, há algo no ser humano que não muda, e é isso que deve ser descoberto. Aquilo que representa a tua essência, a tua verdade, quem tu és.

Vou explicar, de uma forma calma e simples: existem várias formas de sucesso.

O que é importante a ti e a tua vida cabe a ti mesmo estipular. Ninguém mais tem esse poder de decisão.

O que digo é, em algum ponto a casa dos sonhos pode trazer-lhe alguma satisfação, claro. Mas, quanto dela é um lar e quanto é um sonho?

Ou seja, quanto disso tudo faz parte de quem tu és e deseja, e quanto faz parte de um senso comum? Isso tu deves questionar-te.

Às vezes, o ideal de sucesso não enquadra-se em sua vida. Por essas, o exercício deve ser “o sucesso acontecer a você” e não “você adequar-se ao sucesso”.

Não necessariamente algo que me faz feliz a fará também. Não me adianta querer para mim a sua felicidade ou o seu sucesso, pois ele é adequado apenas a quem lhe pertence.

O que lhe servirá, vai depender de pessoa para pessoa.

Também quis falar sobre isso, pois acho considerável a importância de serem quebrados alguns estigmas.

Como exemplo desta imposição de estilo de vida, muitas vezes conheci incríveis mulheres que, casadas, saudáveis e com poder aquisitivo alto, decidiram que não queriam filhos e, por isso, estavam a sofrer preconceitos. Constantemente questionadas sobre quando terão uma família, elas são consideradas fora do convencional. O conceito de família não pode ser imposto como uma fórmula.

Veja bem, simplesmente porque estas pessoas não têm filhos ou uma casa com cercas brancas, não é justo pensar que elas não sejam completas.

É mais provável que sejam mais felizes do que pessoas que resolvem ter filhos pela lógica social, mesmo não achando ter a vocação para serem pais.

E, como este, vários outros exemplos de pessoas independentes dos padrões ilustram uma compreensão maior sobre suas decisões.

O sucesso é a felicidade que se encontra a partir das escolhas que tu tomas. E essa felicidade pode ser em um projecto no qual tu tiveste um imenso prazer em realizar, uma experiência de vida ou o reconhecimento de teus clientes…

Ou então, talvez, não tenha nenhuma relação com trabalho. O sucesso também é ver teu filho andar pela primeira vez. É ter uma noite gostosa com a pessoa que ama.

Por essas, sucesso não concerne a uma idéia pré-estipulada pelo mundo, onde “Você tem que ser o melhor. Você tem que vender tantos milhões e estar no topo de todas as listas (e mais actualmente, ter um milhão de seguidores no twitter!) Daí, você é bem sucedido”.

O real sucesso é aquele que lhe traz a sensação terna de orgulho e vitória em algo que tu acreditas. Pense sobre isto, não adianta batalhar tanto por algo que, no fundo, tu não queres.

Definas sucesso para ti.

Ed. 02 - Íntimo (por Alicia)

By admin On abril 15th, 2009 in Alicia, Poema /

Defesas foram erguidas contra tudo que há além de nós.

Estar fora de mim é estar fora do meu alcance, do meu controle.

Para estas circunstâncias podemos prever o ataque.


É fácil entender porque o exterior enfrenta-nos com tais riscos e batalhas.

Preparamo-nos em árduos treinamentos

Insistimos em dar atenção a tudo que possa atingir a nós

Tantas preocupações com o que surge oposto.


Mas, e se, de repente, é algo de dentro

Que insiste em ser sua lástima

Que põem em risco suas resistências

E impede que sua vida prossiga

Sem previsões e sem escrúpulos.


Um golpe interno e visceral a surpreende

E você cultiva o próprio inimigo.


Como conviver com esta doença?

Como suportar tal provação

Quando é algo de seu,

De tão seu

Que lhe detém?


Os perigos que vivem conosco devem ser observados com tanta cautela

Quanto qualquer vigília em qualquer fronteira do mundo.


E tal qual um bom combatente

Em grandes operações turbulentas e arriscadas

O que for possível, então, deixar para trás

É necessário deixar para trás

Antes que não haja mais nada para salvar.

Ed. 01 - Apresentação (por Victor)

By admin On abril 12th, 2009 in Análise, Victor /

Ouso dizer, a cá em minha primeira coluna, que é um desafio entender as mulheres.

Logicamente, muitas de minhas queridas leitoras não entenderão a angústia nossa de cada dia e nossas dúvidas incessantes sobre o que deveria ser feito, dito e demonstrado para satisfazê-las.

Para as mulheres, NÓS somos os incompreensíveis.

Fica claro, desde o momento em que o homem se descobriu homem, e a mulher, a mais interessante espécie de todas, que não falamos a mesma língua.

E, se a comunicação é o que sustenta uma relação, como nós nos relacionamos?

Geralmente, muito mal. De forma pobre, não é mesmo?

Por essas, assumimos esteriótipos e cumprimos papéis determinados, nos tornamos previsíveis e fáceis de agradar. E a briga deixa de tomar seu lugar, e dá vazão a uma ponta ferida de insatisfação. Uma sensação constante de que algo precisa mudar.

E, veja bem, algo sempre precisa mudar. E isso não significa uma coisa ruim.

Em uma conclusão básica, porque nós evoluímos como seres humanos. Ou seja, mudamos de gostos, de manias, de visões e de desejos conforme amadurecemos.

Então, quando uma paciente minha chega a dizer algo do gênero “Ele não é mais o homem com quem me casei”, ela está terrivelmente certa.

O que, provavelmente, ela não percebeu é que também ela não é a mesma mulher.

Para compreender o outro é necessário aplicar-se.

Entendas que, relacionamentos dão trabalho. E não confunda-te ao pensar que, se aquela pessoa aceitou casar-se, tu “venceste o jogo”. Casamento é descobrir-te diariamente e ter a sorte de que, durante este processo, os dois mantenham seus objectivos de vida na mesma direção.

Acho que já falei isso algumas vezes, mas vou explicar-me:

Quando tu decides dividir tua vida com alguém, não funciona se tu queres ir para a esquerda e ela para a direita, claro. Se seus objectivos principais de vida divergem, e são profundamente seus desejos, o que, em geral, acontece é alguém ceder.

E, enquanto houver aquela paixão avassaladora, tudo ficará bem.

Mas, anos se passarão, e a pessoa não poderá deixar de perguntar-se o que teria sido de sua vida se ela tivesse seguido seu sonho.

E mais alguns anos se passarão, e esta questão mal resolvida resultará em uma briga mal resolvida. Até, finalmente, como em toda briga, chegar o momento de culpar ao outro.

Por essas, se tomares a decisão de ceder, faça-a com equilíbrio para não seres injusto.

Minha mãe dizia que não existe amor sem sacrifícios.

O que acontece é que, na cultura de hoje, essa ideia não tem mais espaço. Se a pessoa está infeliz, ela vai embora.

Em minha percepção digo o seguinte: Nenhum relacionamento é fácil. Então, a menos que tu resolvas isolar-te, conflitos aparecerão e tu terás de enfrentá-los.

Até onde vale a pena enfrentá-los, é algo que só tu podes dizer. Afinal, ninguém nasce para ser infeliz. Enfim, defina “sacrifícios” e tenha certeza de que é uma definição diferente de “desafios”.

Entender o outro só não é um desafio maior do que tentar entender a ti mesmo. O que tu desejas, quem tu és e o que é felicidade para ti.

Espero, no desenvolvimento deste trabalho a cá apresentado, ajudá-los a responder algumas destas questões e, mais do que nunca empenhado em desvendar as mentes femininas e as complexidades de um relacionamento, casos a que venho a dedicar minha vida, dedicarei também um espaço especialíssimo para que mantenhamos contacto.

Aguardo ansioso nosso próximo encontro!

Ed. 01 - Existe vida pós-HIV (por Alê)

By admin On abril 11th, 2009 in Alê, Crônica /

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Queridíssimos,

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Como estão?? Espero que tudo bem por aí! :)

Vou lhes contar. Uma das coisas mais tristes e irritantes é a ignorância. (Haja!!)

Por isso, adooooroo esse espacinho aqui! Não só posso contar (ou digitar ;) ) a minha vida e coisas que aprendi, como tenho essa troca com vocês que também me ensinam muito.

Acima de tudo, estou aqui para provar a todos, principalmente aqueles que me olham com pena, que existe vida pós-HIV.

Hoje, mais do que nunca.

Digo isso por dois motivos:

Primeiro, pelo avanço da medicina, que nos permite uma vida basicamente normal e saudável, se houver um acompanhamento fiel, meu bem.

Segundo, porque a vida só começa realmente quando você resolve vivê-la e encará-la. Daí, quando de repente, você se depara com o diagnóstico comprovado de que você não é imortal, é exatamente isso que acontece. (Acooorda na chacoalhada, gatos!!)

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Daí, por que as pessoas me olham com pena ou desviam o olhar com receio?

Vou dizer, porque durante anos e anos e anos o que ouvimos é essa ladainha (blasé) sobre Aids: “Não tem cura. Você vai morrer”.

Opa! Isso é uma conscientização, uma ameaça, um susto ou uma maneira de me animar?

A última coisa que uma pessoa que acaba de saber que é soropositiva precisa é ouvir: “Desiste que chegou a sua hora!”. ( Não é educado, viu… :D ).

Mas que uó!! Tirar a esperança e a força que sustenta as pessoas é maldade! Pior, é mentiroso já que os coquetéis estão cada vez mais eficazes!

Só que essa informação não chega. O que chega a população é a imagem da hora da morte.

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Afff! Laisse tomber! Vou deixar algo bem claro agora. Não estou banalizando a doença. Não é brincadeira! Não estou falando que não é nada e que não há perigo. É uma doença dramática e traiçoeira… A qualidade de vida e disposição caem bastante, exigindo atenção redobrada e impossibilitando algumas atividades. É ÓBVIO que deve haver prevenção e conscientização.

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Mas, essa conscientização deve ser feita corretamente tanto para evitar o preconceito e a desinformação, quanto pra auxiliar soropositivos que depois de uma dessas entram até em depressão! Não caia nisso, colega!

A falta de informação sobre Aids é realmente tão grande que a maioria das pessoas acha que você vai morrer amanhã. Olha que não estou falando de qualquer pessoa, mas pessoas cultas e com acesso a infos. Minha própria família, amigos estudados, todos já vieram chorando, como se fosse a ópera de Carmen e a multidão assistissem minha facada, no meu rústico, porém arejado quitinete. ;)  

Fiz meu primeiro testamento aos 25 anos. (Olha como eu sou drama queen!! Querendo causar com o escrivão! Qualquer dia falo disso! Hauhau!! )

Entre uma gripe e outra eu fui sobrevivendo. (Para a surpresa geral e desgosto encruado de algumas monas…).

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Uma certa inquietude pairava no ar! Eu podia sentir! Toda vez que eu me sentia cansado ou tossia mais forte, recebia olhares apreensivos e expressões marcadas de “Será que é agora?”.

Nem preciso dizer o quanto isso me deixava pior! Não tinha como esquecer, mesmo me sentindo bem, porque as pessoas ao redor não deixavam. Isso, meu bem, é um medo comum, acho que todo mundo passa no começo. Mas, quando me encheu, reuni todo mundo e dei um basta. Excusez-moi!! Se tenho pouco tempo, o que quero é viver. Normal e simples. Se pensar em morte, vou ficar maluco!

(Irônico, mas dei uma de machinho! Hahahha).

Daí juntamente comigo, a família e amigos foram descobrindo que o fim não estava próximo. (INFOs Rules! Finalmente!) A resposta dos coquetéis foi muito boa, me adaptei rápido (mas não vou dizer que foi fácil…) e depois dos quatro primeiros meses estava me sentindo mais disposto. Mais ainda, hoje estou feliz aos tubos! Você vê, que loucura!?!

E estamos aí, bem! Dia 15 de Junho fazem 5 anos que descobri o HIV.

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A gente tem a tendência a achar que não deve fazer planos porque o tempo é curto. Eu decidi apenas fazer tudo o que eu sonhava em fazer. Tudo o que me dá prazer, não porque tenho Aids, mas porque a vida é curta mesmo, pra todo mundo. Bon courage!

Nesse meio tempo que decidi viver, aprendi a ser minimalista também na vida, para maximizar felicidades.

É importante manter-se positivo, principalmente nos dias de recaída, os piores dias, e não se deixar levar… lutar pelos dias bons. É o que eu faço, pelo menos. :)

Estou mais saudável, pois cuido da alimentação, faço exercício regularmente, tomo vitaminas essenciais e tomo medicamentos regrados. Não uso nenhum tipo de droga, não bebo (como bebia! Confesso um otim vez ou outra..), não fumo.

Estou me formando na Faculdade de Design de Interiores.

Abri minha própria empresa.

Casei.

Tenho bons relacionamentos com minha família.

Amigos por todo o país.

E uma rede que distribui informações bacanas, que me permite dar e receber, para que vocês não precisem cair na roubada dos “Dois dias de vida restantes”.

Realmente fiz mais em 5 anos de quase morte do que em minha vida inteirinha! :D

Como pretendo continuar focando nos momentos de vida, e deixar pra pensar na morte quando ela chegar, espero ter mais coisas para contar a partir daqui.

Existe uma vida pós-HIV e você decide o que faz com ela. Então, arrasa!

Até a próxima, amados!


Beijos mais que carinhosos,

Alê.

Ed.01 - Ode aos 7 anos (por Adriano)

By admin On abril 10th, 2009 in Adriano, Poema /

Dizem que depois dos 7 anos de casado o encanto acaba

Não fui eu quem disse, nem tinha o conhecimento

O que acontecia antes que não acontece agora?

Além, é claro, da falta de gemidos da nossa relação?

Os gritos não são mais de prazer, são apenas esporros

Depois de tanto tempo, nem me lembro como começou

E não percebi que devia estar perto do fim

Como vim parar aqui? O que estou fazendo aqui mesmo?

Pois é, não fomos uma exceção

Nada novo existe. É entediante

Ao mesmo tempo, tudo é diferente

E, porque não dizer, essas diferenças foram pra pior

Desculpe a grosseria defensiva. Tranquilo, entendi perfeitamente

Não faz mais sentido viver com um estranho

Não um estranho completo/desconhecido

Mas um Você me lembra alguém

Dizem que depois dos 7 anos o casamento balança

Não fui eu quem disse, nem tinha o conhecimento

A sabedoria me faria rei. Mas, sem reino, que diferença faria?

E porque demoramos tanto para entender

Que, afinal, nós nunca quisemos as mesmas coisas?

E que nós nunca fomos muito parecidos

E crescemos muito separados? Não foi assim?

Desaprendemos a fazer o outro tremer. Isso me deixa mal

Cegos de nós mesmos

Até então, estávamos apaixonados

Logo depois, entorpecidos

E depois conformados.

Poderíamos gastar mais alguns anos nisso

Quem passa 7, passa 8

Já me acostumei com a singela auto-satisfação matutina

Mas, já que estamos nos questionando

E o que existia está adormecido

Pedindo um tempo para respirar

E estamos tentando ser maduros

Sem ferir nosso imenso orgulho

Por que não sermos realmente sinceros?

Sinceramente, sempre considerei 7

Meu número de sorte:

Lucky number seven

Ed.01 - A Grande Crise (por Kaká)

By admin On abril 9th, 2009 in Crônica, Kaká /

Não existe povo mais “expert” em crise financeira do que o povo brasileiro. A palavra crise já não significa nada pra nós, já perdeu o efeito há muito tempo.

Quando não tem crise a gente fica preocupado, porque com certeza estão escondendo alguma coisa da gente. Afinal aqui as pessoas têm a pachorra de serem explícitas. Acho errado falar que político brasileiro não é honesto, porque se um cara vai na televisão e fala “Estupra, mas não mata”, é porque ele realmente fala qualquer merda que lhe vem a cabeça. Mais sincero impossível!

Mas, quando falam em “crise”, “recessão”, “apagão”, a gente tá em casa. Aliás, vocês lembram do Apagão, né? Foi aquela comoção bonita, todo mundo economizando luz.

Quantos de nós usaram esse dinheiro da economia pra comprar aquelas luzes de emergência que ficam ligadas até 18 horas!!

E o Apagão aconteceu?!? Não. Alguém aí presenciou a real calamidade prevista do Apagão?! Não. Só os “apaguinhos” de sempre. “Estamos em manutenção”, de sempre.

O Apagão foi a maior pegadinha já feita no Brasil.

Eu acho que tavam todos esses geradores estocados lá, mofando, aí um mais sacana que não tinha mais o que fazer, tipo muito comum no Congresso, virou e falou: “Ah, qué saber, vamô fazer a economia girar. O que é que a gente pode falar pro povo pra eles comprarem todas essas merdas?”. Tá certo! Eu também fazia igual se tivesse um monte de abestalhado obrigado a me ouvir!

Foi conspiração mesmo, pura e simples. Tenho até hoje aquela lâmpada presa na parede, pra me mostrar o quanto eu sou babaca. hahahhaah

Mas, visse… É um povo que sempre dá um jeitinho de se arrumar. Compra uns negocinhos na ilegalidade mesmo, né? Sabe, camelô… O que seria do camelô sem crise?!?

O que seriam dos banheiros de valeta, que os caras colocam uma cortininha em volta do bueiro, por 1 real?? É muita criatividade! E lucro garantido…

A gente tá acostumado a apertar o cinto, a fazer estoque porque sabe que o preço das coisas vai subir. Já viu isso? Falou em crise, a primeira coisa que a gente faz não é pensar em bolsa ou em dinheiro no banco. Que bolsa? Que dinheiro? A gente vai é pro supermercado e faz estoque. Isso é experiência.

A gente tem esse sentimento pobre enraizado. Todo mundo vai viajar e compra suvenir. A gente não, a gente se apodera e trás as lembrancinhas: saleiro, porta-copo… É uma coisa horrorosa, gente! Em qualquer lugar, viu sobrando, o cara vai lá e pega. E o pior, não é porque a gente carece. Todo mundo tem saleiro e porta-copo em casa.

Mas é essa necessidade de fazer estoque, porque a gente não sabe se vai carecer um dia. É constante tempo de vaca magra. Espírito de esmoléu!!

Venda de garagem é uma coisa que não cola aqui de jeito maneira. Porque a gente sempre dá um jeitinho de aproveitar tudo, por isso que a gente sobrevive. É um povo ecologicamente correto, e nem sabe. Sim, criamos a partir da necessidade. Kkkkkk!

Agora, em tempos de crise, é isso aí que a gente vai fazer. Continuar nos adaptando e fazendo o que sempre fizemos…

Diferente dos gringos ultra high definition society, que nunca carecem fazer uma economiazinha em Novembro porque sabe que época de Natal é apertado e o 13º. não segura, sabe?

Tenho uma amiga que está lá e disse que muitos têm certeza que certas coisas não são divulgadas, porque se forem vai ser um caos total.

Esse é o problema de quem nunca tem notícia ruim. Não tão acostumados e vira um pandemônio. Quando, no Brasil, alguém ia se matar por causa de uma crise?! Ia ter suicídio em massa todo ano?! Que without a notion…

O político fez uma merda na economia. “Oh, meu Deus!! Que coisa terrível! Vou me matar” ?!

Alias, que porra de lógica é essa?!? Se o pior que pode te acontecer é morrer de fome… porque tu se mata?!? Caralho…americano é um bicho muito orgulhoso mesmo, né? Não, não… ninguém vai me matar não. Deixa que eu me mato melhor!

Isso não rola aqui. Mesmo porque, a gente não tem muito a perder, tá tudo liso mesmo. É capaz da gente achar ótimo.

O governo vai congelar as contas. E nós: “Foda-se! Congela! Tô no negativo mesmo, otário! HAHAHA Se fuderam!”.

A gente não se abala. Nesse sentido somos mais equilibrados. Sem grande avuassamento, usamos mão da conhecida “devo não nego, pago quando puder”. Aí, amigo, já usa aquele seguro desemprego/ invalidez… ou deixa entrar no SPC e depois a gente tira… ou melhor ainda se der para deixar caducar os 5 anos da dívida. Né? Tu sabe do que eu tô falando…

É estratégia e tática. Nisso a gente enrola bem. Afinal, para quem vive na pindaíba, a gente já aprende cedo o que fazer para não cair mais. Equilibra e leva enquanto der.

Ed.01 - Reencontros (por Alicia)

By admin On abril 8th, 2009 in Alicia, Poema /

Inconseqüências acontecem aos mais ávidos de atenção.

Criticamos suas ações, mas entendemos seus prazeres.

O domínio que exercemos ou pretendemos exercer sobre outros

Sempre denotam o poder que nos pertence.

Revelamos graças e histórias

Assim mostramos o que um dia havíamos conquistado

E, talvez, conquistemos novamente.

Afinal, o perigo de estar tão próximo a alguém que foi seu é exatamente tal:

Quem lhe amou uma vez, pode amar duas.

Se, ao menos, encontrar o que havia no início

O início pode, de fato, trazer a saudade de uma sensação.

Mas, a quem se pode culpar?

A quem recai a responsabilidade pelos sentimentos?

Ao seu dono ou ao seu causador?

E, mesmo que assim fosse,

Como prever a fragilidade diante de algo que não deveria existir?

Em geral, finais podem ser apenas finais

Mas, há sempre algo de espirituoso em antigos amantes.

Para quem ama, não são necessárias razões, bastam oportunidades.

Uma simples hipótese traz esperanças tão rapidamente a um coração arrebatado

Que nem mesmo uma ínfima parcela de sensatez aparece para dissuadi-lo.

Quando se vai, deixa lembranças

Porém, se houver um resquício desta esperança que não foi apagado

Pode ser que, a qualquer momento, qualquer reencontro seja considerado mais do que coincidência.

A isso, os ainda apaixonados chamam de destino.