Ed. 31 - Espera (por Alicia)

By admin On dezembro 30th, 2009 in Alicia, Poema /

Havia uma chance na espera.

Milímetros definiriam o fim ou o começo.

 

As regras determinavam quando e com que velocidade.

Estava longe de eleger o meu destino.

 

Hoje, abrigo outro lugar

Ele mora em mim, eu sei onde ele está.

 

Mas, o meu saber de nada vale

É o desconhecido que domina meu pensamento

E a expectativa que comove a sensatez.

 

Sou tola ao buscar sentido no intrevêro?

Ou corajosa ao refazer histórias?

Recriar palestras e interpretar olhares?

 

Por alguém que próximo a mim rodeia

Mas, não o todo que me cerca.

 

Se não sei é uma ilusão.

De certo, é fantasia de quem persiste em imaginar soluções

Para algo que nunca esteve ali.

 

E se esteve,

Quantos metros se opuseram a nossa felicidade?

 

Quem os colocou entre nós?

 

Há muitas milhas de onde vivo

Tu vives a tua glória

Tu brindas tuas vitórias

Com outros, tantos outros estão mais perto.

 

Assim como eu, que me alegro com o que tenho a mão

E sorrio, às vezes, sem querer.

 

De fato, não importa agora o desencontro

Importa a espera de uma chance

Que alguns encontram sem ao menos esperar

Mas nós, não.

 

 

 

 

Ed. 27 - Todo o tempo (por Alicia)

By admin On outubro 18th, 2009 in Alicia, Poema /

Quanto tempo é muito tempo?

Eu me pergunto.

Presumo que tanto faz.

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Afinal, quem escolhe o tempo, escolhe sua prioridade.

A maneira que impetuosamente escolheu viver e aplicar tal bem.

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Mas, ele corre, ele domina, ele é implacável.

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Eu faço parte dele, pois ele não existe sem mim.

Meu tempo acaba quando eu acabo.

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É injusto não conseguir acompanhá-lo

Meu relógio é traiçoeiro

Seus ponteiros trabalham para me provocar.

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Tanto deve ser feito ou dito.

Não sou somente eu que falo

Por via de regra, sabemos que nos concerne viver apenas.

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Ele nos une ou nos separa. Ele determina quando

Está, esteve ou estará

Aqui, neste exato lugar.

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Se o tempo não se importa com minha vontade, como serei sua amiga?

Não deveria declarar-me livre? Criar minha própria contagem?

E trocar segundos por sorrisos, minutos por abraços e horas por historias?

Reflito sobre o tempo, pois ele me lembra do que não posso controlar.

.

Não tenho tanta idade.

Porém, já estou atrasada em demasia para alguns sonhos.

Não posso mais ser tantas coisas

Muitas não são mais opções.

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Os 17 são os novos 25

Os 25 são os novos 32

Por que querem obrigar-me a ser mais rápida do que minha própria natureza?

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Veloz, acelerado

Não sei se houve tempo de ser, neste “meio tempo”.

Estou perdida, fora de ritmo.

Para que lado corro?

Já foi dada a largada e não hei de aprender galopes agora.

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Precisar de tempo para entender o tempo

É, de fato, irônico.

Ed. 26 - Harmonia (por Alicia)

By admin On outubro 11th, 2009 in Alicia, Poema /

Há harmonia em coisas que nunca vi.

Há sons nas ruas que nunca ouvi.

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Disseram que há flores

Colorindo jardins

E amores que não precisam mais de mim.

Melhor assim.

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Desconheço também algumas culturas

Alguns mundos e relações.

Não sei, em abundância, palavras e ações.

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O que reconheço é demasiado interno

Ainda que profundo, é cheio de luz

Energia

E vida.

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Por muitas vezes, mais laborioso de ser visto

Mais doloroso de ser descoberto

Não há como te ausentares de algo que vive em ti.

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Esta é a resposta às culturas e outros universos.

Antes de impulsionar ao entendimento do todo

Decerto deveríamos começar pelo básico.

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Se nem mesmo desvendamos nossos mistérios mais particulares

Navegar em águas distantes não poderia ser brando.

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Contudo, algumas descobertas podem apresentar uma nova vida

Em uma forma que não conhecíamos.

Aprender lições fora de nós

Inadvertidamente, pode ser nossa salvação.

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Como explicar o motivo pelo qual as coisas acontecem, desta maneira, neste tempo?

E nosso medo diante do inesperado?

Como julgar egoísta a bravura de buscares tua própria felicidade?

Às vezes, é salvando um, que tu salvas todos.

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Desbravar, porém, não é tão trivial

Desbravar-te, então, exige um outro grau de determinação e coragem

Em um universo sem coordenadas, uma batalha.

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Sabemos que deveríamos ser sinceros e abertos

Mas, ignoramos informações

Que são tão sigilosas até para nós mesmos

E ninguém precisa saber.

De fato, quem suporta tal sinceridade?

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É simples assim perder-te dentro de ti

E, por isto, este deve ser o primeiro passo:

Conhecer a mim para conhecer minha fé.

E, então, a busca da harmonia entre o que eu creio e o que o mundo espera.

Ed. 25 - Roda (por Alicia)

By admin On outubro 6th, 2009 in Alicia, Poema /

No Patheon

Ou no meu campo

Entre monumentos ou estradas

Jardins ou montanhas

Preciso guardar um dia para ver a Terra girar.

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O tempo passar enquanto eu fico

Fitar o céu, acompanhá-lo em sua rotação

Que se completa independente de mim

Do meu olhar

Da minha vontade.

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À medida que visualizo cada momento

Me sinto em contato com o mundo

Um pequeno fragmento.

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Ao mesmo tempo, você é o centro

O eixo, parado, imóvel

Enquanto tudo em volta

Vai surgindo e se perdendo

Apenas de passagem.

.

A ilusão de um controle

Que nunca nos pertenceu

De um movimento o qual também fazemos parte.

.

O que não muda em um segundo?

E como resistir a algo que desequilibra nossa percepção?

Mas, se, de fato, me fosse dada a incumbência

Não pararia o tempo

Ou seu soberbo espetáculo disposto

Que celebra seu fim e seu renascimento.

.

Ele me desperta

Mas, também tem o poder de congelar minhas ações.

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Muitas vezes é a paisagem que nos corteja

E toda sua graduação de cores

Que atiçam os sentidos.

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E que, com o devido cuidado

Também mostra aos mais atentos

A natural beleza preservada

Em nossas rotinas.

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É uma contemplação de todas as noites,

Poucos se preocupam em assisti-la agora.

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O mundo é tão extraordinário

E nós quase o perdemos todos os dias.

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Espero que o tempo nos ensine

Antes que nada mais reste

Antes que entremos em curta temporada

A admirar sua graça

A lhe dar o exemplar valor.

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Apesar de não haver ingressos para tais apresentações.

Por sorte, estão sempre a disposição dos mais interessados.

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Não há assentos marcados

E qualquer vista é privilegiada.

Ed. 24 - Inspiração (por Alicia)

By admin On setembro 27th, 2009 in Alicia, Poema /

Inspirar.

Expirar.

Inspirar.

Repetir.

Observar.

Aprender.

Demonstrar.

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Não basta checar uma lista de “a fazeres”

Quero entender, quero tocar.

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Como suprir tantas ações que meu impulso provoca?

Como irei, de fato, saborear a todas de forma exemplar?

Inspirar. Para todos, porém para poucos.

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Presumo, em estudo anterior, ser o instinto o guia fiel

Preciso sentir. Fluir.

Mas devo conciliar.

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Equilibrar é o maior desafio de todos.

Sem dominar este não conseguimos dar um passo à frente.

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Então, pondero

Na tentativa de explicar:

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Existe o que eu tenho, existe o que eu sou.

Existe também o que pensam que tenho

E o que deduzem que eu sou.

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O começo e, então, algo mais.

Depois o fim.

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Nada acaba antes de fazer sentido.

O sentido são poucos que entendem.

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Nenhum homem morre em vão

Muito menos nasce sem propósito.

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Há sempre algo diferente.

Há sempre algo esperando para acontecer.

Há sempre algo que vale a pena.

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Talvez, estas fossem descrições suficientes

Porém, nunca serão.

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As pessoas têm tal tendência:

Na tentativa de explicar, elas simplificam.

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Preciso, então, voltar a aprender

A complexidade constante

E esplendorosa

Sem a audácia de explicá-la novamente.

Ed. 23 - Estrada (por Alicia)

By admin On setembro 20th, 2009 in Alicia, Poema /

Sejas tu, longa Estrada,

Que me divertes com carinho.

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Fazes-me andar por entre e fora

Longe e perto, ou logo ali.

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Correndo forte contra o vento

Mesmo parada e relutante.

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E quando consigo o movimento

És tu que ditas a direção

E trazes a brisa que me acalanta.

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Eu persisto em tuas trilhas

Fielmente sigo em tuas coordenadas.

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Porque só tu sabes

Onde estão meu pensamento e desejo

Qual foi minha partida e em que ponto se encontra meio destino?

Em meio às encruzilhadas, como não me perder de mim?

E ainda não me perder de ti?

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Mas, os caminhos não deixo de contemplar

Reconheço sua verdade e suas belezas

Preciso de tais para chegar ao fim da viagem.

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De fato, dos percursos mais difíceis provém as melhores vistas

E cada um segue os seus

Respeitando limites e fronteiras.

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Sem esquecer que, mesmo que a caminhada não seja solitária

Ela é pessoal e intransferível.

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Confio em tuas mãos, linhas e horizontes

Mas, sei que a jornada é minha

E recai em mim a responsabilidade dos caminhos que tomo

Na coragem e determinação.

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Assim, sinto aqui o leve zéfiro de um momento só meu.

.

Por mais perto ou mais longe possível

Presente em mim para sempre: Eu.

Ed.10 - Movimento (por Alicia)

By admin On junho 9th, 2009 in Alicia, Poema /

Um sopro de esperança faria transbordar onde não havia mais saída.

Dedilhar paixões não é nada mais do que provocar a sorte.

Levianos e desapegados

Mas, nunca livres de

A qualquer momento

Encontrar-se em movimentos que não dependem de sua direção.

E quem resistiria ao esplendor que apresenta-se despretensiosamente?

Que enlace vive aquele que é agraciado com a incumbência de desvendar uma forma diferente, porém exemplar de deleite?

Que maior surpresa existe, se não a de descobrir a si enquanto procura algo mais?

De fato, há uma sensação majestosa no balanço do mar

Na dança improvisada das folhas

No toque da delicada brisa.

Todas mexem com você sem pedir licença

Sem exibir qualquer formalidade na chegada.

E fazem sentir, a si mesmos, sem limites

Livremente.

A intensidade de cada sentimento deve ser respeitada até seu último segundo.

A sensibilidade de cada pessoa deve ser apreciada até seu último suspiro

Independente de sua motivação.

Ed.08 - Luta pela vida (por Alicia)

By admin On maio 27th, 2009 in Alicia, Poema /

Em águas hostis lutamos para não sermos apenas mais um

Abatido, perdido e morto.

Os caminhos corretos levam-nos ao princípio

Onde seguimos ferozmente o curso de tudo.

É preciso força, coragem e fé

E, talvez, haja uma chance de ressurgir.

A vontade que apresentamos em nos superar, acompanha-nos a vida inteira.

Nada apaga esta tendência

Nada afasta nossa garra

Na necessidade de vencer.

Sobreviver é algo que fazemos desde o primeiro segundo

E que procuramos manter até o último.

Há alguma súplica que não possa ser entendida?

Há alguma inclinação que, de fato, não ilustre a postergação do fim?

De onde provém a obstinação, se não de um impulso que deve ser observado cuidadosamente, na intenção de não ultrapassar outros?

Nada iguala-nos em tal nível

Quanto a capacidade de compreender tal desespero.

Portanto, acima de desavenças ou vitórias

Solidários surgem pelo amor à vida.

Ed.05 - Impérios (por Alicia)

By admin On maio 10th, 2009 in Alicia, Poema /

Todos sonham com impérios

Mas, estes causam mais intempéries do que prazeres.

Deixa-nos desconfiados

Põem a prova tudo o que somos.

Qualquer poder traz apenas tranqüilidades temporárias.

Ao tempo em que elevam

Também derrubam

Torna-nos tensos

Inquietos

E levemente infelizes.

Sentimos isso porque não são nossos

Assim como todos os bens não são de ninguém.

E, se este domínio nunca esteve a nosso alcance, pelo que continuamos a digladiar?

Qual o propósito real na construção de nosso próprio cárcere?

Quem pertence a que?

Afinal, tais benefícios não são fiéis

Eles migram de mão em mão dos mais ágeis

Permanecem com quem é capaz de fazer mais por eles.

Mas não devemos desanimar quando se trata do que, do fato, importa.

Tudo aquilo que lhe pertence contigo está

E não há motivo para temer.


Tudo o que somos em nós vive

E não pode ser roubado.

As ostentações não nos cabem

Por isso, não precisamos ter a paciência de sustentá-las.


Precisamos de bases sólidas em nossa morada.

Na simplicidade encontramos paz

E nela, encontramos nossa felicidade.

Ed. 02 - Íntimo (por Alicia)

By admin On abril 15th, 2009 in Alicia, Poema /

Defesas foram erguidas contra tudo que há além de nós.

Estar fora de mim é estar fora do meu alcance, do meu controle.

Para estas circunstâncias podemos prever o ataque.


É fácil entender porque o exterior enfrenta-nos com tais riscos e batalhas.

Preparamo-nos em árduos treinamentos

Insistimos em dar atenção a tudo que possa atingir a nós

Tantas preocupações com o que surge oposto.


Mas, e se, de repente, é algo de dentro

Que insiste em ser sua lástima

Que põem em risco suas resistências

E impede que sua vida prossiga

Sem previsões e sem escrúpulos.


Um golpe interno e visceral a surpreende

E você cultiva o próprio inimigo.


Como conviver com esta doença?

Como suportar tal provação

Quando é algo de seu,

De tão seu

Que lhe detém?


Os perigos que vivem conosco devem ser observados com tanta cautela

Quanto qualquer vigília em qualquer fronteira do mundo.


E tal qual um bom combatente

Em grandes operações turbulentas e arriscadas

O que for possível, então, deixar para trás

É necessário deixar para trás

Antes que não haja mais nada para salvar.