Ed. 31 - Desabafo (por Victor)

By admin On janeiro 3rd, 2010 in Crônica, Victor /

Hoje tive a permissão de relatar um caso de uma querida jovem, apesar de logicamente não revelar sua identidade.

Mas, a relevância de tais acontecimentos fez-me querer dedilhar a vocês algumas linhas sobre desabafo.

Pouco há a meu respeito em minhas colunas, pois eu, que sou psicólogo, possuo mais a misteriosa tendência a ouvir. E muito ouço.

Não devo, portanto, estar a utilizar o espaço erroneamente e mantenho a discrição ao direcionar os desabafos a outros momentos e pessoas. Mas, talvez, esta época de Final de Ano junto a tantas coisas que passei no decorrer deste processo das Colunas Diárias tenham me deixado mais sensível a compartilhar este pequeno fato. E isto ocupou minha cabeça nos últimos meses:

Fiquei muito intrigado com esta encantadora moça que pouco queria falar de si e mais ela queria saber do tempo, dos jornais, de mim.

 

Estava claro que se escondia. E que ao tirar a atenção dela mesma não precisa encarar a profundidade de seus problemas. Não foi o primeiro caso deste tipo que vi.  Sugeri a ela que aquele era um espaço de reflexão, onde estaria segura a desabafar o que quisesse, mesmo que depois seu desabafo mudasse de idéias.

O que aconteceu foi que, nas sessões seguintes ela veio, e nada falava, apenas chorava. Este era seu desabafo. Fiquei confuso no começo. Tentei argumentar, mas nada obtinha êxito.

O que defini foi: fora daquele consultório, ela não chorava. Em sua vida, uma rotina estressante, não havia espaço para respirar.

Estava a chorar de cansaço e de angústia.

 

Esta era uma jovem que não conseguia abrir-se para o todo, nem mostrar sua fragilidade. Tal fragilidade não era aceitável para ela.

Entendam que a pressão vivida era intensa. No trabalho, era não somente chefe, mas dona do negócio. Por necessidade, não podia parar.

Era separada de seu marido, que pouco ajudava. Mãe de dois filhos e responsável pela sua tia, que a criou, e agora estava doente.

Ela precisava ser forte, a base onde todos podiam estar a apoiar-se. E ela só apareceu no consultório, pois sua médica disse que os vermelhões no corpo e os lapsos de memória eram psicológicos. Ela foi porque, desta maneira, não conseguiria trabalhar.

 

Mas, foi então, sozinha naquela sala, em contacto consigo após tanto tempo, que tomou consciência de seu estado. Finalmente, sentia-se em um lugar onde poderia conseguir certo apoio.    

Veja bem, ela precisava enxergar um mundo onde nem tudo dependia dela. Uma vida onde o esforço não funcionasse unilateralmente, como era até então.

Uma vez perguntei a ela porque não havia se casado de novo, e ela disse, realmente, que não precisava de mais trabalho. Quão injusto para esta mulher!

Mas, aos poucos, ela parou de chorar. E quando todos os desabafos foram feitos e repetidos, e as aflições compartilhadas, o mesmo comportamento começou a tomar espaço fora do consultório. Pois, teve consciência de coisas que antes sufocava.

 

Quis que esta história fosse citada, minhas caras, pois muitas vezes na vida nos sentimos a carregar o mundo nas costas.

Constantemente, recebemos tantas responsabilidades que nos impedem sequer de parar para pensar. Quanto mais, desabafar. Confiar a alguém um desabafo e contar com o apoio de um amigo é tão importante quanto ceder o teu. E dividir o fardo faz parte do que nos torna melhores. O que digo é que, é uma necessidade ter alguém que cuide de nós e demonstre carinho e compaixão.

 

Por essas, hoje não falo apenas por esta paciente. Falo por mim. Falo por toda gente.

Às vezes, é difícil expor tuas vulnerabilidades. Principalmente, quando tu não foste criado para tê-las. Mas, te permitir ser humano - errar, precisar de férias, precisar de tempo para entender a vida, soltar o choro engasgado – é a nossa salvação. Já comece este Novo Ano de outra maneira. Desabafa o que tu carregas no peito, faz do teu jeito, mas larga este peso de ti. E, daí, olha pra frente e recomeça a viver.

Ed. 30 - Relacionamentos à distância …….. (por Victor)

By admin On dezembro 27th, 2009 in Crônica, Victor /

Nem preciso dizer o quão complicado é sugerir diagnósticos on line, não é mesmo, minhas caras leitoras?

O que posso conceder a cá são opiniões embasadas em poucas informações, que poderão ajudar ou não. Gostaria de ajudar bem mais!

E quando me é perguntado o que acho sobre namoros à distância, especialmente nestas épocas de festas e viagens em que se conhece (e se apaixona por) gente de toda parte, devo considerar a base que possuo na observação de tais relacionamentos. A lembrar que, o que apresento é um panorama geral e, talvez, tu possas excluir-te deste critério.

Explico ainda que, não estou a falar de relacionamento onde a distância foi colocada em comum acordo, onde as pessoas escolheram a distância para manter seu espaço.

O que digo, de modo geral, sobre relacionamentos reféns da distância é:

 

Se neste relacionamento houver estipulada uma data de retorno, onde em determinado prazo o casal poderá conviver novamente, sim, é possível.

Porém, irá exigir um comprometimento e uma segurança muito grande entre os dois. Casais que estão juntos há alguns anos normalmente têm mais chances de manter o vínculo até o retorno.

Mas, já aviso, não será fácil. As fundações deste relacionamento devem ser sólidas, não há espaço para inseguranças, ataques ou imaturidades.

No período de afastamento, se vocês não podem estar fisicamente presentes, o que se espera ao menos é que estejam presentes mentalmente. Isto significa: ligar, lembrar, importar-se… Tentar participar da vida do outro mesmo à distância.

Ou seja, queridas, uma dedicação e respeito reais. É uma prova de fogo. E, às vezes, em um relacionamento pouco equilibrado, vocês podem facilmente sair queimados.

 

Estar próximo é importante, porque só a proximidade cria a intimidade. E a intimidade cria uma relação. São através dos detalhes do dia-a-dia que tu aprendes sobre aquela pessoa, onde tu descobres o quanto estás a envolver-te, fascinar-te.

Claro, quando há um afastamento e as pessoas começam a crescer separadas, e conseqüentemente mudam, a proximidade acontecerá com outras pessoas mais próximas. E talvez aquilo que antes fazia a intimidade do casal pode não estar mais ali.

Por essas, é importante ter uma data de retorno. Isto mantém o foco na relação e fortifica o elo. E se houver um sentimento intenso, em bases concretas, o teu relacionamento pode prevalecer belamente.

 

Mas, tenhamos a suposição que o retorno seja incerto.

Com duas pessoas a construir suas vidas em pontos distintos. E, nitidamente, nenhum destes disposto a abrir mão de suas conquistas. Nesta situação é tão freqüente a mulher ser aquela que abre mão de tudo pelo amor. Queridas, sempre vocês e seus admiráveis corações, estão a pagar por amar demais! O que faço com vocês? Definam se é isto mesmo que deseja, se ele, outrossim, estará disposto a fazer sacrifícios!

Vejam bem… Um relacionamento sem objetivo de futuro próximo, ou qualquer perspectiva de contato e proximidade, está fadado ao fracasso.

Entendo que, os encontros sejam ardentes e apaixonados. E tu sonhes com um futuro apesar de não tê-lo. Mas, vamos aos fatos. Tu estás tão sozinha quanto antes.

Estou a lembrar a cá de um depoimento uma vez concedido a mim onde a menina dizia algo como: “É óbvio que sinto falta do físico, mas não falo apenas de sexo. Saio com meus amigos e os vejo a andar na rua de mãos dadas, ou simplesmente a trocar olhares, e eu presencio estas cenas e me pego a pensar: ‘Eu não tenho isto’. É muito difícil”.

E, claro, concordo com ela. Tu vês, é injusto não ter aquilo que tu mereces.

 

Acautele para não te envolver em uma história sem solução e deixar-te levar em uma esperança de mudança que, a não ser que exista um planejamento, não vai acontecer. 

Se tu pretendes insistir, avalie quais medidas devem ser tomadas, pois sem atitudes nada se resolverá. E tu continuarás insatisfeita. 

Lembre-te que, enquanto tu manténs tuas forças focadas em algo sem futuro, ou ao menos, sem presença, tu perdes forças para perceber grandes oportunidades.

Já disse uma vez, e volto a dizer: O amor não tem limites, mas relacionamentos têm.

 

Seja um namoro de verão (já estou a preparar vocês para a estação!) ou uma longa viagem de estudo, relacionamentos a distância são difíceis, pois são incompletos. Pois, para quem ama estar longe atormenta. Por essas, as separações devem durar o tempo necessário e nem um minuto a mais.

Para o bem ou para o mal. 

Ed. 30 - Exposição (por Alê)

By admin On dezembro 23rd, 2009 in Alê, Crônica /

Hi people! (Quanto tempo, né? Que horror! )

 

Saudades de teclar com vocês sobre essa vida desvairada! Hahaha Mas vocês devem saber que eu ando ocupadaço! Tiveram nessas semanas várias campanhas sobre a conscientização da Aids que eu apoio de corpo e alma, como a Campanha “A Cara da Vida”, que ocorreu no point da phina flor paulista, e a #red ! (Altamente incrible!!) Daí, conversando com um professor na Universidade que dou palestra ele também falou dessa tal pílula, ainda em estudo, que promete reduzir o contagio do HIV. Fiquei MA-RA-VI-LHA-DO! (o/ Uhuu) Espero que todo esse trabalho e descobertas ajudem a mudar o cenário atual. Informe e solidarize. Afinal, essa é a época do ano para falar de amor e paz!!! Aliás, já compraram meu presente de Natal??? Eu quero um coment natalinooo com fitas douradas flamejantes!! Ahhahaha (o primeiro que declarar Jingle Bells eu dedico o próximo post, ok classe??) Fofo! (Eu me empolgo ao falar de veludos vermelhos e cristais contrastando com a madeira escura e trabalhada em relevo, estilo espanhol!).

 

Bom, amados, mas na verdade o tema de hoje, proposto pela edição é outro. Até agora foi só pra por fofoca em dia, tá? :D   A palavra é: “expor”. Sinceramente, não sei porque me escolheram para digitar sobre isso. Vocês acham que eu me exponho demais, bees? Désolé! Talvez não seja sobre hoje que nós estamos digitando, né? Todo mundo sabe do meu passado, e isso porque sou um livro todo aberto e cheio de ilustração para quem não entendeu. Sempre gostei desse jeito, tá meu bem!?

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Mas, para isso, tem que ser macho. (Olha que ironia! Hahhahaha) :)

Não é fácil mostrar quem você é ou enfrentar o mundo estilo Bon Corage. Tem uma coisinha chata na nossa sociedade que é assim, as pessoas não estão acostumadas com a verdade. A gente passa tanto tempo vivendo no bonitinho do quadradinho, que tudo mais parece um insulto, um Kanye West ao microfone.

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C’est la vie, quando falamos o que os outros querem ouvir, somos falsos; quando falamos a verdade somos indelicados. Ê ê, essa gente é muito blasé! Esse sentimento uó em relação as outras pessoas, sempre, sempre esperando o pior, se resguardando do mundo, é uma coisa tão pra baixo, tão pequena, gente! Muito difícil conviver assim. (Mas eu sou quase uma Polianna Moça loira belga, então…). :D Só perdôo essa mesquinhez de espírito no Natal, já que qualquer intragável se salva com tortas Godiva que são o meu pecado mais íntimo. Hors concours! Como e falo menos, mas que loucura de arranjo!!! hahahah

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Pena. Eu adoro poder usar e abusar da minha sinceridade, apesar de ser intimado a me explicar a todo o momento. Laisse tomber! Também, eu estou em uma situação segura em relação a isso. Porque eu me assumo e esta é minha postura. As pessoas sabem e não faço parte desse nicho da sociedade. Sorry! De vez em quando circulo para causar furores… ;) (Ô meu bemm!)

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Bom, não sejamos minimalistas. Nem sempre foi tão fácil quanto é agora. Já fiz muitas fuck up things, vocês sabem, pelo medo de me assumir, medo de ser criticado ou de não ser “legal”. Acho que algumas coisas precisam acontecer na sua vida para você reconhecer o que é importante, coisas que te fazem amadurecer. Capicci?

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Se amar e se respeitar é importante.

Ser sincero com você e com quem lhe cerca é importante mega.

Acreditar que você tem todo o direito do mundo em expor o que pensa e ser ouvido com respeito é importante. (Sério! Você tem a força, bem!).

Tanto quanto saber que resguardar o que você escolher não expor é seu direito também.

Respeitar o momento de exposição do outro e saber o quanto esse exercício exige determinação e coragem para enfrentar críticas e maldades é muito importante. Antes de atirar pedra, brigar no trânsito, xingar a mãe do coleguinha, lembre-se que você não sabe como foi o dia dessa pessoa ou como é a vida dela. Maldade! Cada um tem seu tempo e suas razões, né, amores? :)

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Agora, o que os outros falam de você (mesmo porque ESSES outros que falam são sempre tão desimportantes…) não é de tal importância mesmoo, darling.

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Mas digito o seguinte, é libertador pensar que, ao se expor, nada mais está entre você e a verdade. Você é a sua verdade. Joie de vivre!

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Daí, mesmo uma verdade mal interpretada, diz mais sobre quem a interpretou do que sobre quem foi exposto. Certíssimo, gatos??

 

Aos que tem a coragem de se assumir com orgulho, sem deixar que os outros possuam sua identidade, eu sustento como um barítono verdiano (desculpe mais não chego a tenor :( ) o meu: “Braavoooooo”!! 

 

Beijos estridentes para o quarteirão ouvir! Um Natal majestoso e Meilleurs Voex!

Alê.

 

Ed. 29 - Manias (por Victor)

By admin On dezembro 17th, 2009 in Crônica, Victor /

 Este é um assunto que sempre rende em terapias de casais.

Irritar-se com manias é fácil, pois elas foram feitas para serem irritantes, minha cara. As manias demarcam territórios e tomam um espaço e energia que ninguém deveria estar disposto a despejar.

 

Porém, toda gente tem as suas manias, esta é bem verdade. Há manias que são como heranças, a passar de pai para filho. Empolgante perceber em um miúdo o reflexo de tuas origens, sem nunca ter ensinado a ele! Estes são traços de personalidade, de sangue.

Por essas, nada tem a ver com manias criadas, tão individuais. E aquelas inofensivas, que pouco interferem na vida do outro, podem muito bem ser aceitas.

Aliás, aos queridos casais explico: grandes ataques a troco de diminutas manias servem muitas vezes como um aviso prévio. Normalmente acontecem a casais que estão a procurar brigas em qualquer detalhe, na intenção de realmente discutir o que lhe incomoda. Algo está errado, algo sério, que não tem nenhuma ligação com as manias. Mas, claro, já que estás chateada com o possuidor da tal mania, qualquer coisa que este fizer, é motivo de irritação. 

 

No início de casados, entendo também que seja difícil adaptar-te às manias alheias. Afinal, estas coisas não foram reveladas anteriormente. E, mesmo que tivessem sido, estão a adquirir diferentes proporções quando passam a ser incorporadas a um dia-a-dia.

O que gostaria de dizer é que, apesar de cansativos, estas referências sobre o outro admitem também uma cumplicidade.

Sei que é difícil de acreditar, mas quando estas ações não estiverem mais lá, tu sentirás falta delas. Verdadeiramente. Porque são representações da presença de uma outra pessoa em tua vida, naquele espaço.

Vejas bem, creio que alguns sacrifícios são feitos por amor e haverá um momento em que tu irás te acostumar com algumas “esquisitices”. A paixão tudo ameniza, os amantes bem sabem. E se talvez não for o caso, converse na tentativa de ilustra a ele a questão. O máximo que poderá acontecer: tu não obteres sucesso e chegares à outra solução.

 

Mas, se acautelem com as manias! Estávamos a definir até agora aquelas que não prejudicam ninguém. As mais simples.

Falo isso, pois muitas manias estão a ser construídas para afastar as pessoas ou para suprir de forma errada algo que lhe falta.

É comum, através de manias, impedir pessoas de participarem de tua vida, a causar um desconforto próprio de quem desejava impor suas condições para manter-se no controlo.

Vou explicar: Por vezes, as manias nos tornam egoístas, isso é o que devemos perceber.

Pois, elas são colocadas de forma categórica, sem acordos. Algo como: “Apenas desta maneira está certo para mim. Apenas deste jeito eu vivo”. Estão a cobrar do outro adaptar-se ao seu bem estar, sem perguntar se corresponde ao dele, outrossim. E muitos com o coração acalorado e repleto de carinho e respeito, estão a aceitar a poda injusta. 

Mas a verdade é que, estas manias depreciativas não são parte do que nós somos. Elas são travas de comportamento que nos fazem pensar que há o direito de afastar ou sobrepujar as necessidades de outros. Sem dialogo, a base da relação é inconstante.

É uma boa desculpa para coisas que realmente importam, por essas, ótimas para encobrir nossos medos ocultos e camuflar nossas verdades.

 

Quando estamos a encontrar situações ou até pessoas que colocam tais manias em julgamento, esta é a hora de dar atenção a algo realmente importante, e porque não dizer, inovador em nossas vidas.

Talvez isto seja o estopim para que desperte a necessidade de mudanças. Novos ritmos de vida, novas rotinas. Claro, velhos hábitos são difíceis de quebrar, mas muitas vezes é preciso quebrá-los para que aja uma evolução, um crescimento e uma convivência.

E mais importante de tudo, diferente da nossa essência, as manias podem mudar quando quisermos mudá-las. O que digo é, livra-te das dependências que só estão a atrapalhar e fazer mal! E deixas esta pessoa especial mostrar-te novas perspectivas.

 

Em conclusão, seja sua mania pequena e comum ou daquelas que destroem um casamento, vejas que a liberdade reina quando tu deixas de viver tuas limitações para simplesmente te permitir. Manias são vícios cultivados por nós que às vezes estão a retirar o equilíbrio e devem ser seriamente encarados e analisados, para que suas conseqüências não tragam uma surpresa. Afinal, por mais intensa e profunda que seja, nenhuma cegueira de paixão dura eternamente. 

Ed. 28 - Limites (por Victor)

By admin On dezembro 9th, 2009 in Crônica, Victor /

O tema “individualismo” é muito citado, pois retrata bem uma conduta que vem aparecendo em nossa sociedade e, portanto, em nossas relações.

Eu vejo com alguma freqüência, durante minhas consultas, situações assim: as pessoas que não estão a se importar e se fecham; e aquelas que se envolvem profundamente a ponto de perder sua identidade.

Extremos acontecem quando tu não aprendes os limites, e os limites são necessários para manter um equilíbrio, principalmente quando a dança é a dois.

Vou falar desses dois casos que regularmente chegam a mim e depois falaremos dos limites:

 

Veja bem, a postura do individualismo não é simplesmente egoísmo, mas também um mecanismo de defesa. O lema é “Não confies nas outras pessoas”, o que implica em um jogo cansativo de vigilância constante.

É, então, estipulado que não devemos criticar os outros, mas não precisamos aceitá-los. Confuso, não?

Vou explicar-te: A ideia é manter-se calado e simplesmente estipular uma distância. Algo como: “Não quero ofender-te. Então não fiques muito perto”.

Existe a impressão de que todos estão a respeitar a todos. Mas também existe um consenso geral daquilo que deve ser aceito e como deve ser aceito, e daquilo a que tu podes se opor.

Bem, claro que esta camada de falsas considerações dificulta o diálogo.

E ainda mais quando ela é transportada também para um ambiente familiar. É engano pensar que as atitudes e decisões de um reflectem apenas nele mesmo e que não é complexo viver separadamente, muitas vezes a confundir independência com falta de união.

Entendo que a vida hoje seja uma correria onde nem sempre tu poderás participar de cada momento da vida do outro. É claro que tu possuirás uma vida paralela a dos outros membros de tua família, em escola, trabalhos e amigos.

Mas, todos os aspectos da vida devem trabalhar em harmonia e não de forma a se anularem, afinal, todos eles compõe quem tu és.

 

Muitos pais, por exemplo, acham que dando “espaço” aos seus filhos irão lhes fazer bem. Vamos definir espaço. Não questionar, não participar, apenas fará com que os miúdos cresçam sem apoio, sem base. Demonstra uma falta de interesse da parte dos pais, associada pelo jovem, que ainda terá de sobreviver em um mundo realmente individualista.

Vou aproveitar este momento para dar um pequeno conselho:

Tenho pacientes que reclamam de não conseguir comunicar-se com seu filho, a aumentar esta barreira de vidas separadas dentro de uma família. E, às vezes, quando converso com o jovem vejo que o problema dele não é querer isolar os pais.

Na verdade, ele acaba a isolar a si, pois seus pais não sabem comunicar-se com ele. Veja, os pais são bons em dar ordens, impor situações, brigas e “pegar no pé”. Mas, no momento em que este jovem tenta compartilhar algo que ele considera importante, os pais dão pouca atenção. Estes pais não conhecem seus filhos. Por essas, chegam à conclusão de que, se cada um viver sua vida, ficarão em paz. Uma grande decepção, pois seus filhos precisam que façam o oposto. Sejam presentes na vida do outro, isso fará bem!

Este é um exemplo clássico do que acontece quando as pessoas estão tão distantes, mesmo sendo tão próximas, que perdem o senso de unidade.

 

Já o outro caso, onde o envolvimento na vida do outro é tão profundo que se perde o limite, a questão também tem a ver com anulação.

Acontece, e não raro, quando as pessoas estão em relacionamentos, principalmente amorosos, e elas se entregarem totalmente.

E isso, apesar de tentador, também é muito perigoso.

Fazer do outro o centro da sua vida causa sérias conseqüências. Afinal, aquela história de “tornar-se um só”, não é tão romântica quanto parece. Existe a tendência a perder a identidade. Perder a orientação, deixar seus desejos comandarem. E então, depositar em alguém a responsabilidade da tua felicidade é um risco grande.

Não é justo pensar que ao tornar tua vida dependente de uma outra pessoa, ela te deva algo. A tua vida é tua responsabilidade. E isso é algo maravilhoso!

Como disse anteriormente, não se pode anular todos os outros aspectos que estão a formar quem tu és, deve-se sintonizá-los.

Com alguma freqüência recebo pacientes que, após o fim do relacionamento, estão a acreditar que suas vidas acabaram. Ficam terrivelmente deprimidos. Pois, afastaram-se de todos os amigos, família, etc, para viver a vida do outro, com os amigos do outro e a família do outro.

Por essas, quando encontram-se sós, vêem-se completamente sós. Esta perspectiva tem de ser mudada, e então, a pessoa voltará a observar sua vida de forma mais própria.

 

Sempre aconselho sim, e insisto em dizer, que as pessoas devem aprender a aproveitar o tempo sós. O que digo é que, saber estar sozinho não significa ser solitário, mas sim saber apreciar momentos particulares, que não deixam de ser especiais se tu estás confortável contigo. Pode ser até delicioso, por vezes, teres o controle total do teu tempo, fazer o que quiseres a depender apenas da tua vontade… Decidir o que queres, por si só.

 

O equilíbrio é a palavra a ser seguida. Através dele, os limites que irão guiar-te ajudarão a perceber o valor de tudo sem sobrecarregar ou afastar.

Nem a total independência ou o total apego são medidas certas em uma relação.

O que sugiro ‘aqueles que se identificam com estas historias, é que pegues um tempo para conhecer-te e reflictas sobre aquilo que seria teu limite, o que funcionaria e também, tudo aquilo que tu poderias melhorar para não viveres mais as situações citadas.   

Não aconselho nenhum dos casos, o que considero é o individuo, a manter sua individualidade sem deixar de envolver-se.

Ed. 27 - Revolução Masculina (por …….. Victor)

By admin On outubro 17th, 2009 in Crônica, Victor /

Todos já ouvimos muito falar sobre a incrível Revolução Feminina.

E, em todas suas bravas conquistas que vemos desabrochar, até hoje, fica clara também toda a sua força.

Durante o processo, mudanças de comportamento variaram. Vivemos a fase da fêmea alfa e passamos a mulheres multifuncionais. A buscar o equilíbrio entre seus desejos, seus sentimentos e suas ambições.

Mas, isso já foi tantas vezes discutido. E constantemente retorna como um assunto extenso e complexo descrever nossas inebriantes mulheres.

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O que gostaria de falar agora é algo que pouco nos perguntamos durante este tempo: E o homem?

Enquanto as mulheres finalmente começam a livrar-se do conservadorismo e machismo, descobriam-se e revelavam-se a toda gente, o homem simplesmente não entendia nada.

Vejam bem, não estou a cá para defender machistas. E nem poderia já que nunca fui um.

Não estou a falar que não seja verdade que, em outras épocas, o costume fazia com que o homem regozija-se no prazer da submissão feminina. E nem cegar-me-ei para esta postura, que ainda hoje revela-se, de atitudes cruelmente repressoras em relação às mulheres.

Disse e repito: A garra desta revolução trouxe merecidos reconhecimentos às mulheres.

O que quero dizer é que, ao mesmo tempo, entendo que desaprendemos como agir.

E que os homens estão mais perdidos do que nunca em relação às damas.

Elas querem cavalheiros ou isso seria considerado machismo?

Querem que eu seja romântico ou estou a ser pegajoso?

Preciso “pegar” esta menina, senão não serei homem?

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Até então, os papéis a serem representados eram muito claros. Hoje, as pessoas têm que decidir por conta própria o que querem e isso leva tempo a ser descoberto.

Por essas, é primeiro necessário que tu saibas quem tu es e não como deverias ser.

O homem costuma saber muito bem o que ele precisa ser para ser visto como homem. Um macho. Mas são por vezes ideias bastante antiquadas, rígidas, que não correspondem com as ideias gerais encontradas na nossa sociedade hoje. As mulheres sabiamente evoluiriam sua percepção em relação ao seu tempo, os homens vivem uma cultura que está atrasada.

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Antes conseguíamos nos provar através de autoridades: éramos detentores da posição social, hoje não somos mais. Éramos os independentes trabalhadores, e agora esta função não é apenas nossa. Éramos os chefes da família, hoje a família é uma democracia e com dois presidentes. E todas as funções exercidas pelas mulheres continuam a ser delas. Então, o que somos hoje?

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A função do homem está a ser bastante contestada.

E pasmem, a culpa disso é nossa. Os maiores preconceitos que os homens sofrem vem da nossa tentativa de provar algo. Vou explicar:

Alguns conseguem ser mais prestativos e participativos, a criar não só um laço com sua família, mas um equilíbrio em tarefas e rotinas. Quando a igualdade é pronunciada em casa, esta ideia de funcionalidade deixa de ser contestada.

Mas sempre há homens com conceitos pré-feministas que se recusam a ajudar, tentando recobrar certa autoridade. Porém, também não vamos achar que o exagero de delicadezas irá funcionar.

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Já ouvi muitos homens a falar algo do gênero: “Os homens são as mulheres de hoje”. É um conceito interessante, mas acho que o que gostariam de dizer é que, os homens mudaram de posição quando as mulheres começaram a assumir o controlo.

Talvez muitas mulheres, é claro, tenham começado a assumir uma postura que antes denunciava os tais machões.

Necessito dizer que, uma postura indelicada e desrespeitosa, independe vindo de um homem ou de uma mulher, é canalhice igual. E nada justifica tendo a ciência de que tu es sempre responsável pelos teus actos, e por nada mais.

Nessa mudança de postura, muitas coisas ficaram mal entendidas.

Claro, quando as mulheres falam que querem homens sensíveis, tu deves dar ênfase tanto a palavra “sensível” QUANTO à palavra “homem”.

Quer dizer: Dê valor a ela (a sua essência e a suas curvas), lembre do aniversário, a apóie quando ela chorar e não faça coisas como diminuir ou desrespeitar a sensibilidade dela.

Mas, isso não quer dizer: Aja como uma mulher. Em momento nenhum foi pedido que perdesses a identidade ou o pulso de homem. Equilíbrio é fundamental.

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É relativamente fácil entender isso, mas porque debochamos dos sentimentos? E temos dificuldade em lidar com eles? Os próprios homens são os maiores repressores dos homens. Isso é visto, pois, a todo o momento, nossa masculinidade é contestada.

Por exemplo, falar algo delicado, fazer as unhas, falar que outro homem é bonito e, até mesmo, usar a cor de rosa, serve como deboche e contestação de virilidade. Que sentido isto faz? Nenhum! Obviamente, não comprova nada. Mas estes conceitos vêm de culturas de base familiar, passadas aos filhos homens, que crescem reprimidos.

Ou isso não é repressão? E sim, é injusto!

Veja bem, assim como as mulheres que tiveram, e ainda tem, suas atitudes julgadas por morais impostas, os homens também vivem este dilema. Apenas os ignoram, já que não é de nosso costume aprofundar sobre sentimentos. Quando tu es persuadido a acreditar em limitações, tu te tornas incapaz. Deve libertar-te de ti. A pressão social sofrida por adolescentes nas escolas é muito cruel. Os meninos são testados física e psicologicamente. E por toda a vida são instigados a provar a masculinidade.

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Concluindo, está claro que, apesar de se recusarem a acreditar em toda sua pose de donos da situação, os homens precisam passar por sua própria revolução.

Vou definir a ideia: Onde estes elementos preconceituosos não sejam mais impregnados em nossas vivencias desde a infância. Onde não precisem a todo o momento reafirmar sua virilidade. Onde aceitem compartilhar ao invés de dominar, já que isso não funciona mais! Sem a pretensão de ser dono ou vítima. Sequer pensar sobre isso, sem achar que é frescura!

Mas, na nossa cultura essa história de abrir o coração ainda é coisa de mulher, não é? O que nos foi dito é que o homem deve ser prático, forte e objectivo.

Por essas, estamos presos e somos nossos próprios reféns. Temos muito que crescer.

Ed. 24 - Lugar Incomum (por Kaká)

By admin On setembro 24th, 2009 in Crônica, Kaká /

Fui num evento massa essa semana. O evento era bom, mas eu não conhecia ninguém. Mas, desconfio que ninguém fazia questão de me conhecer, sabe? Seilavive, né?! KKkkk!

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Eu sou muito brincalhona, mas aquela era uma exposição de quadros beneficente. Danou-se! Eu não poderia estar mais fora do meu habitat!

Circulei, circulei… até ficar tonta. Não achei nem a pessoa que me convidou. Na verdade, não tinha tanta intimidade com essa também. É que eu tô tentando dar um upgrade nas minhas relações, mas acho que dei um passo maior que a perna, cai de bunda pra cima e agora esse povo chique e beneficente tá se rindo nas minhas costas. hihihi

Mas, tudo bem, porque eu também estava me divertindo com a cara deles. Seguem as seguintes considerações:

Eu acho que o rico vê a estética de uma outra forma. São exagerados em tudo. A mulher não tem boca, tem bico de tanto botox. Não tem seio, tem teta de tanto silicone. Quanto mais deformado, melhor. A tirintintoza pode ser boa ali, mas lá na nossa neibohood, causaria estranhamento, visse.

Imagino as civilizações futuras analisando nossos corpos descavados…

- Essa daqui, com essa bolsa de plástico era uma das boas! O tamanho da bolsa media o poder.

Sabrina Bong-Bong será considerada figura ilustre. Finalmente! Kkk!

As roupas, avalie só, são muito amostradas. Olhe que eu tô acostumada com cores fortes e balangandãs. Mas nem minha tia Onofrea bate aquela peruada.

Os negocios que divertem o rico também são diferentes dos nossos. Primeiro, porque eles se abrem pra qualquer coisa. Ta certo! Porque não ririam, não é verdade?! Também queria ter a leveza de espírito de ter 30 milhões na minha conta corrente. hehe

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Segundo, as piadas são sempre antigas e de mau gosto. Acho que demora um tempo até chegar a eles, já que quem faz piada é povão. Ricos não dominam a arte, por isso quando escolhe as piadas que vai contar são sempre as mais cabeludas. É de rápido impacto. O único rico engraçado no mundo é o Silvio Santos. Mas, ele era pobre. hihi

As ações solidárias também são muito diferentes. A gente faz mutirão. Lá uma senhora bicuda comprou um quadro de um macaco. O macaco conseguia ser mais feio do que ela. Daí ela vai sentir que já fez sua parte. Tudo bem, porque o macaco era muito feio mesmo. Ta certo!

Essa mania de rico, de resolver tudo com dinheiro! Que negocio ridículo! Só resolve 98% dos problemas, sabe?

Rico conversa diferente. Eles são contidos. Suas risadas são contidas, seus gestos marcados. Os assuntos são sempre tãaoooo desinteressantes. Ou é trabalho, ou a condição dos povos afegãos, ou é a nova coleção da Daslu… vai nesse nível. Ninguém conhece sucessos que nem “Me da o meu chip, Pedro”. Pude conferir isso depois de piadas mal sucedidas. Como eles podem ser tão desatualizados?!? Genteee, updatee!!

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Mas, o rico só fica falador quando já tá manguaçado. Aliás, bêbado é uma merda. Mas, bêbado rico é muuita merda! Porque, o que é que acontece quando alguém bebe?! Se acha o maioral. Ou seja, um rico bêbado sempre será o máximo oposto da humildade. hahah

A comida de rico é uma merda! È pouca, e a pouca que tem é nojenta! Verdadeiro teste de resistência. Isso é porque rico é tão prático que só pede comida que não precisa (e não deve, eca!) ser mastigada. Seriam campeões de No Limite, se permitisse levar pelo menos um mordomo… of course!!

Rico nunca carece de SE apresentar. Ele já é conhecido, porque é um mundo pequeno, e quando vem de outro país, aí o abestalhado é apresentado. Com nome, sobrenome e brasão.

Então foi nessa, mais que em todas as demais, que eu fiquei fora do clubinho! Êeee…

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Agora, o fato é que nos não somos tão diferentes assim. O problema não é ser pobre, e sim agir como pobre. De que adianta usar Versace se quando o garçom avisa do coquetel de camarão aquele bando de pobre enrustido se engruvinha numa fila tipo INSS?! Aff…

Rapaz, as horas ali não passavam! Como eu posso explicar… Tu já sentiu a sensação de estar em uma sala onde não tinha espaço pra ti?

Não, não era uma sala com todas as cadeiras ocupadas. Nem tinha cadeiras, porque era um espaço comunitário, e a última coisa que eu me sentia era comum, né?

“Isso é ótimo! Ninguém quer se sentir ordinário!”, eu falava pra mim mesma, seguindo o passo 327 que a “life coach” ditou. Tentando me animar, sabe?!

Minha life coach não é uma profissional. Apenas uma amiga fina que gosta de dar conselhos. Que pra mim é a mesma bosta! hehheh

Mas, tudo bem. Porque esses momentos me fazem pensar… “Realmente, tu tem coragem, garota! Quantas pessoas arranjam desculpas pra não enfrentar o que está enfrentando agora…” Muitas, eu calculo. Daí depois de calcular, decidi que são incalculáveis. Essas desculpas variam das mais amadoras do tipo, “Ah, não. HOJE eu queria ficar em casa.”, até a previamente elaborada e arriscada “Meu namorado não quis ir”. Acredita?

OK, naquela festa, a minha própria “life coach” me deu um bolo. Disse que houve um imprevisto inadiável, mas mesmo assim deveria seguir os passos delas. Eu até seguiria, no atual desespero, mas não sei onde aquela vaca se meteu. Kkkk

Chegou uma hora que não tinha mais graça. Tipo, comecei o chororo: “Eu queria ir embora, mas não queria ir. De jeito maneira posso mostrar que não me sinto confortável, mas isso vai acabar acontecendo se insistir em ficar”.

Porque, afinal, tudo é timing. Precisava sentir a hora de abandonar o recinto, com luxo, graça e leveza. Com sorte, as coisas continuariam do jeito que estavam e ninguém iria reparar que eu estive ali. hehehe

Então como nada mudava, já que estava mesmo diante de um bando de siliconada, resolvi dar uma de despeitada que eu realmente era: “Não conheço ninguém aqui e não queria mesmo que ninguém viesse falar comigo, me alugasse sobre assuntos que não sei e me fizesse sentir idiota”. Mas, mesmo assim, achei falta de educação ninguém até aquela hora ter indo se apresentar. Humf…

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Se houvessem cadeiras… e Senhor, porque não havia cadeiras?! O salto tava me matando!… eu seria a coitada da cadeira do castigo, no cantinho da sala, com chapéu idiota na cabeça. O sina… hahah

Ciente das leseiras que estava pensando, resolvi uma hora lá tomar uma atitude.

“Sou uma adulta, pelo amor… Vou lá agora e falar o que eu penso. Opa! Lá não, eles estão falando sobre política. E agora?! Alguém pode falar de algo que eu entenda?! Fica mal puxar papo com o garçom?!”. Daí como não fui bem sucedida, joguei um foda-se no ar, arranquei a sandália e fui embora. Êita!

No meio do caminho lembrei que era sábado, então o churrasco ainda tava rolando lá em casa. Que felicidade, visse!!

Não adianta! Que nem diria a minha avó: “O pobre sai da favela, mas a favela não sai do pobre”.

Nem ligo de estar lisa. Quando o churrascão começou, dancei na laje até cair. Kkkk!

Ed. 23 - Diga-me com quem andas… …….. (por Kaká)

By admin On setembro 17th, 2009 in Crônica, Kaká /

Cara, às vezes eu tenho certeza que eu sou, tipo, um pára-raio de maluco. Foi assim minha vida inteira, gente. Sempre tive pessoas meio tronchas como amigos, visse. Hehehe

Quando eu era pequena eu tinha um amigo chamado Dudu, muito gente boa. Mas ele tinha um amigo chamado Fabio, que era imaginário. O Fabio não gostava de mim.

Era uma conversa de maluco, porque às vezes a gente tava conversando e o Fabio interrompia. Eles discutiam, era muito estranho. WTF!

Até que um dia o Dudu falou que não podia mais ser meu amigo, porque o Fabio não queria mais andar comigo. Eu falei:

- Mas, porque?! O que é que eu fiz!?!.

Ele disse: - Não sei. Pergunta pra ele.

Ta certo, aí era nó cego. Mas o Dudu contou pra mim esse negócio, porque ele era meu amigo. Só me pediu pra não contar pro Fabio, pra ele não ficar chateado. Nossa amizade não deu certo porque ele não conseguia tirar o Fabio da cabeça. Kkkkk

Pois é, depois, lógico, mudei de grupinho amigacional. Agora, eu vou dizer, amigo de infância é foda.

Os mais without a notion, mais cabulosos, mais empata foda.

Porque, avalia, é bem naquela fase que tu não tem critérios, né?! Tu não sabe da importância de selecionar bem aquele mala. Tu é criança e vai fazendo amizade com qualquer um, sabe. Hahahha, que evil!!

O amigo de infância acha que te conhece melhor do que ninguém, por isso ele é folgado mesmo. Acha que só porque sabe seus podres pode te ligar a cobrar. Sabe como é, né?

Pode mangar sobre todos os momentos mais embaraçosos da sua vida, bem aqueles que você não quer que ninguém saiba.

Isso porque? Porque criou aquela intimidade, né gente?! Intimidade é uma merda. Só gera filho e falta de respeito. Kkkkkk

Daí mesmo que você tente sumir dos amigos de infância é complicado, porque ele conhece sua família. Sua mãe viu crescer… alguém sempre vai passar seu telefone novo e endereço pro cara.

Não adianta! Assim como não existe ex-sogra, não existe ex-amigo de infância. Hihihi

Os meus amigos de infância são meio nômades, sabe? Então, tipo, toda vez que eles vem visitar ficam hospedados na minha casa. É uma loucura, porque é pequeno o lugar.

(Aliás, obrigada por continuar acessando essa página!!) De jeito maneira cabe lá isso tudo!

Tipo, eles são doidos e incrivelmente comunistas quando vem pra cá. O banheiro vira comunitário, a comida também, a roupa também. Mas, são irmãos né?! Ta certo! É priceless!

Os amigos daqui de São Paulo não ficam atrás nas maluquices, não. Esses dias uma amiga minha falou uma muito boa. Ela chegou pra mim e falou:

- Cara, tipo, eu falo muito sozinha… A não ser quando estou acompanhada.

Kkkkkkkkk! Aham…

Você vê que eu tenho uma tendência pra amigos esquizofrênicos.

Mas o pior não foi a merda que ela falou. O pior é ela tentando explicar. A pessoa tentou explicar, fudeu.

Nem dá pra tu “keep the friendship” e fingir que não ouviu, porque a bicha fica lá, remoendo…

Aí ela começou: - Não, porque é possível você falar sozinha, mesmo com pessoas ao seu lado.

Bichinha, aí eu tive que perder a amizade! Falei: - Como assim?! Você fica falando e ignorando a pessoa?! Tipo, ela tá do seu lado! Mesmo que ela não quisesse ouvir, ela é obrigada.

Avalie só! Agora toda vez que eu saio com ela, e ela começa a falar, eu pergunto: É comigo?, porque faço questão de não interromper a talvez conversa íntima. Tudo bem, acho que me alterei por causa da história do Fabio. Hahah

Essa mesma amiga, a faladeira, a gente tava indo pra uma festa e ela começou a falar (sozinha) no carro: Placa, placa, placa.

Bicho, quando você está de carona com o motorista que começa a falar placa, placa, placa…, é que danou-se. Você não só está perdida, como não tem placa e o abestalhado no controle tá desesperado. Sabe que fudeu ao cubo, né?!! hahah

Sempre acontece alguma merdinha quando eu saio com essa amiga porque nós duas temos aptidão de atrapalhamento, visse! Rs!

Tem também uma figura que apareceu na minha vida. É, na verdade, um amigo herdado.

O Steve era melhor amigo do meu ex-namorado. Então, passávamos todos muito tempo juntos e criamos uma amizade também.

Quando eu e meu ex terminamos, calhou de ser ao mesmo tempo em que esse ex se mudou pra outra cidade. Aí o Steve ficou aqui, órfão. Na partilha dos bens, eu adotei o Steve.

Principalmente porque ele é o tipo de pessoa que não pode ser deixada sozinha.

Steve é um bêbado, xexeiro e sem noção. Uma criança respondona e dependente. Só faz besteira, só fala besteira e que nem bichinho bem treinado, não adianta dar perdido, porque ele sempre acha o caminho de volta pra casa. Quando tu menos espera ele aparece dormindo no seu tapete. Às vezes, literaly. kkk

A cabeça do Steve funciona que nem a cabeça de uma criança, sabe. Outro dia ele falou uma: Eu tava limpando a sala e ele viu uns CDs lá. Ele virou pra mim e falou: - Nossa, mas você deve gostar muito desse CD mesmo!!

Daí eu retruquei: - Porque?

Então, ele falou com um sorrisão: - Você já ouviu tanto que ele tá até com um buraco no meio!

Kkkkkkk!! Acredita?! Merece cocorete ou não?!

Dgisus! Give me a time! É complicado aturar esse rapaz! Uma vez, eu estava voltando de uma festa e o Steve estava bêbado no banco de trás. Normal. Mas, não sei porque todo bêbado adora cantar. Sim, o Steve adora cantar.

Nesse dia, ele cantou uma música assim (ao ritmo da música da galinha Marilú):

“Eu tinha

Um amigo

Que se chamava Steve

Espera

Esse é meu nome

(pausa de 3 segundos)

Eu sou o meu amigo!”

Hahahhahhaa! A gente começou a se abrir que não aguentava! Muita lesera!

Aliás, amigo bêbado é dor de cabeça, né?! Dá trabalho sempre! Te bota em briga que tu não tem nada a ver, pay the monkey, vomita no teu carro novo… Ou você fica com aquela cara de bunda, perdendo a festa pra segurar o cabelo da outra no banheiro, sentindo aquele cheiro nojento! Ta certo! Cu de bêbado não tem dono, mas o meu tem. Ele é desses amigo bêbado que só me fode. Hahaha, q sadness!

Só tem um negócio legal em amigo bêbado. Aquele que fica mais engraçado. Tem bêbado que fica chato, tem bêbado que fica briguento, mas tem uns que ficam hilariantes.

Eu tenho um grupo de amigos bêbados engraçados aqui e acho que todo mundo devia ter o seu. Vou citar pra vocês as conclusões quase aristotélicas que a gente já chegou em uma noite de manguaça:

Que o pingüim é a única ave mamífera do mundo.

Que pen drive é uma caneta que dirige.

Que a minha escolástica é a minha fodástica.

Que quando você divide 2 por 2 dá um

E que isso é exatamente a metade

De dois

Que o pingo é molhado porque a água gelada desce de cima pra baixo

E finalmente, que se hoje é o ontem de amanhã, o amanhã de ontem é hoje

Pense a respeito quando estiver bêbado e isso fará muito mais sentido, ok? Kkk

Sem mais, deixo um afago pra todos os meus queridos e inspiradores amigos, que tanto enriquecem meu repertório!! Sexta-feira estamos aí!! Xero! Kisses in the backs!

Ed. 22 - Nomes estranhos (por Kaká)

By admin On setembro 10th, 2009 in Crônica, Kaká /

Se tem uma história que me incomoda é essa de nomes estranhos, rapaz. Tipo, se existe uma hora ruim pra alguém tentar ser engraçado é na hora que escolhe o nome do filho! O bichinho leva a pulso esse nome pela vida.

Tem gente que não percebe a gravidade da situação, é muito sério, visse? Watch!

Tão sério que tem até um livrinho de significados dos nomes, vocês já viram?

Só negócios bons, interessantes. Sei lá, “luz divina”, ou “guardião do sol”… ?!?!? Que é que isso realmente significa? Nome de Igreja ou de quiosque?! Kkkk!

Agora eu queria que viesse também os “efeitos colaterais” de cada nome! Sim, porque, de repente, você bota um nome no seu filho que tá lá: Divertido, engraçado. Mas, se tivesse lá nas colateralizações escrito: Porém, possui tendência a vagabundagem. Aí você ia falar:

- Porra, filho humorista não! Vou escolher outro.

Ronaldo significa: o que governa misteriosamente… O colateral dele é: pela Av. Atlântica.

Tá vendo o que poderia ter sido evitado, né?! Kkkk!

Mas, pior do que livrinho de nomes é quando os pais tentam inventar o nome.

A criança tem que dar a sorte de não ter pai criativo. Porque pegar pais over the edge é problema. É aí que nascem Wildsclays, esses negócios. Sim, porque pobre é assim. Economiza em tudo, mas em nome ele ESBANJA, sabe?

– Pode por aí! Stephanyany, com um ph e 2 ipisilone.. Acredita? Ai, caralho! Tinha que começar a cobrar pela porra do “ipsilone”! Aí os pobres amostrados param!

Ta certo!

Pais que lêem, então?! Aí quer que o bichinho tenha o nome do seu personagem preferido. Gente, pára! Avalie só! Se a personagem se acha Elizabeth, ok. Agora, se ele se chama Maximilliam, não ok. Por mais que você ame o personagem, quem você ama mais? Pronto, flo hehehe

Tem aqueles que falam que leram o nome do filho em algum lugar, aí você pergunta:

- Qual o nome do seu filho?. Ele fala: -Arno. (Stop, peloamorrr!!) É realmente de uma criatividade sem igual, mas não pára por aí!

E quando junta o nome dos pais, tipo a mãe é Cledir e o pai Wilson, o filho é Cledinilson. Entendeu? Porque juntou né…Cara, é mangar demaiss! Esses são de verdadeiros artistas. Sertanejos. Ta certo.

O pior momento é quando pedem pra soletrar! Quando tem que soletrar é do cacete! Quem tem nome estranho aqui sabe do que eu tô falando. Você tá tão acostumado que mal você fala o seu nome e já começa a soletrar, automático. – Ariadhini. A-R-I… Olha o trauma! hahaa

Se não, você se sente um idiota falando mandarim pra uma pessoa que normalmente é surda e debochada. Na ultima fase do Soletrando.

E depois de tudo, chegam varias cartas na sua casa “Para o Senhor Ari”. Vixe!What the fu..

Por isso, antes de sacanear alguém por causa do nome, pense em duas coisas. A primeira, não é legal sacanear uma pessoa por algo que ela é vítima. Na próxima, sacaneie a prime sacana da mãe. Hehehe

A segunda, por mais criativo que você seja, a pessoa já ouviu essa piada antes. Não tenta ser engraçadão que você não vai conseguir, entende?! Ela já teve uma vida inteeeeira pra ouvir todos esses desaforos que você, em segundos, não vai conseguir superar! Então, em todos esses anos, todo “Mário” já ouviu “Que Mário?”, todo “Espírito Santo” já ouviu “Amém”, todo “Bráulio” já ouviu “Pessoal, deixa o Bráulio passar!”… Todo mundo já ouviu, camarada! Deixa a pessoa em paz, visse!!

É verdade, pra quem tá de fora, é engraçado.

Muito fácil pra você, pessoa de nome comum, que, às vezes, se pergunta: Por que alguém escolheria um nome desse pra uma criança?

Avalie só: São pessoas without a notion alguma, normalmente persistem no erro, porque é uma homenagem. Não ao filho, obviamente, que vai ser encarnado no colégio, mas a outra pessoa, que provavelmente já morreu e se livrou desse fardo. Ta certo!

A maioria dos nomes estranhos continuam por causa de um avô, ou bisavô, etc…

- Por que Doridovaldo? - Ah, porque eu tinha um avô…, aí a pessoa começa a explicar. O pior negocio que tem é quando você tem que ficar explicando seu nome, né?!

Que nem no meu caso, virei Kaka. Pra uma pessoa achar que o apelido de “caca” é melhor que o nome é porque o negócio tá ruim mesmo! hahahha

Pois é, meu nome é Katinca, que logo virou Catinga, no colégio. Criança é um bichinho muito do cruel, vou te falar! Ninguém queria saber da minha explicação pro meu nome. Que herdei esse presente de grego de minha tia-avó que, na verdade, é referente a minha afro-descendência. Good of the holy mercy!

O problema é que vira um círculo vicioso. Eu vou homenagear meu avô, daqui a 30 anos, outro usa a mesma desculpa… assim essas merdas de nomes não vão acabar nunca! Vai sempre voltar pra pessoa de menos sorte. Se fudeu! Isso é uma injustiça e carece acabar minha gente! Kkkkk!

Imagina como vai ser uma pessoa que nasce com o nome de Ornitorrinco? O que é que ela vai ser quando crescer!? Além de bicuda… Você acha que vai ser coisa boa? O que é que pode sair de positivo de uma pessoa traumatizada e sacaneada? De jeito maneira. Mas talvez, ele até se sinta na obrigação de ser uma pessoa bem da safada, porque aí ninguém sentirá vontade de homenageá-lo. Daí seu nome não vai ser passado adiante. Isso sim é prestação de serviço! Hehhehe!

Ed. 21 - Plastificação (por Manô)

By admin On setembro 6th, 2009 in Crônica, Manô /

Uma pessoa que fala que precisa de uma cirurgia plástica por questão de auto-estima, tirando logicamente as reparadoras, não precisa de plástica. Precisa de terapia para aprender a respeitar e gostar de suas diferenças. Aceitar quem é, tá ligado!?

Tem que ser muito displicente para concordar em meter a faca em uma menina dessas! Genteee, só eu vejo o absurdo disso!?! Essas pessoas não deveriam ser orientadas?

Que caralho de banalização!! Cirurgias trazem risco de morte. A plástica não foi inventada para lhe deixar na moda, sua tonta!! Não é a vaidade que está em julgamento, mas os limites dela.

Não é muito extremo tomar uma anestesia geral, só pra tirar uma gordurinha ou arrebitar uma bunda? Se isso tudo é tão necessário pra deixá-la (o) feliz consigo mesma (o), sério, seu problema não é a bunda.

Defeito todo mundo tem, fodam-se todos! Para de chorar, porque não são eles que definem a pessoa! O que a define é a sua capacidade de lidar com eles. Se supera, meu! Ninguém é obrigado.

Não me admira que estas sempre se dêem ao luxo de voltar às salas de cirurgia. O que elas querem modificar é muito mais profundo do que qualquer lugar em que esse bisturi possa chegar.

Tem muito mais a ver com as pessoas aceitarem ou não a puta enxurrada de imagens sugestivas, comentários escrotos e anúncios elaborados. Ter a pré-disposição a aderir a algo estipulado por outros com o intuito de se enquadrar. Ou aceitar, com felicidade, quem é.

Aceitar-se sempre foi batalha difícil. Deixar-se levar pela expectativa de um padrão de felicidade, beleza e graça, é foda! Essa porra de Cinderela que nos enfiaram goela abaixo!! É ter muito medo de se conhecer de verdade! Medo de não ser a princesa, apenas uma mulher. Bunduda, cadeiruda, sem peito (vulgo brasileira), sim, e daí? Sou menos mulher? Não, com certeza, não.

Desculpa, mas quem se enquadra no padrão acaba ridiculamente igual. Perde a identidade. Perde a voz. Perde a capacidade de pensar sozinho. Não se destaca. Sendo que desafiar padrões é um de nossos deveres evolutivos, porra. É através disso que sobrevivemos!

Muito errado seguir esse padrão porque FALARAM (alguém em algum lugar em um tempo que eu desconheço) que é bonito assim. Por isso, é importante, antes de ir pro corte, se perguntar por que, pra que e pra quem eu faço isso? Contestação, caralho!!

É verdade, a sociedade funciona assim. Por um lado, julga pela aparência as pessoas e sua índole. A aparência pode até comunicar ao outro algo sobre sua personalidade. E algumas comunicam bem mais do que eu gostaria de saber, aliás. Mas, muitas pessoas ou não sabem o que querem, ou não sabem comunicar o que são. E acabam perdidas. Seguindo cegamente uma postura sugerida.

São as contradições que encontramos todos os dias. Tipo, pessoas que aparentam uma coisa e são outra. E nós temos uma tendência fudida de enquadrar os outros em estereótipos.

Afinal, quem tem tempo de conhecer as pessoas!? É mais fácil viver de pressupostos!

Por outro lado, o jogo feito para atiçar nosso medo em sermos solitários impõe algumas regras. Onde ser aceito é mais importante que ser verdadeiro.

Grupos, líderes, padrões, todas causas mentirosas e hipócritas!! Feitas para controlar, isolar e expor aqueles que conhecem seu direito de liberdade. Seu direito de ser único. E lhes tirar a certeza da felicidade em ser apenas e simplesmente uma pessoa.

A luta é feroz! Estas influências chegam cada vez mais fortes! Tentando nos humilhar. Tentando provar que só é feliz aquele que tem poder. Ou aquela que possui uma puta beleza. Tentando plastificar quem nós somos e lucrar em cima de nossos medos! Enlouquecendo uma população e a submetendo a ações drásticas e dolorosas, em promessas que não podem ser cumpridas!!

Pois, o que está à venda é uma felicidade, é uma aceitação, que sempre nos pertenceu. E o resultado visto é uma satisfação que sempre foi nossa.

Quem consegue se manter são e compreender o todo, o real e o que importa, consegue a paz.